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Petro questiona países da América Latina por estarem ‘de joelhos’ aos EUA

operamundi.uol.com.br By Victor Farinelli 2026-03-18 369 words
Petro questiona países da América Latina por estarem 'de joelhos' aos EUA

Segundo mandatário colombiano, alguns governos da região estão abandonando multilateralismo para 'agir de forma subserviente' a Washington

Durante discurso em evento realizado em Bogotá, nesta terça-feira (17/03), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou os governos da América Latina que, segundo ele, "pararam de falar com o mundo, porque estão de joelhos" para os Estados Unidos.

Na declaração, Petro enfatizou que, segundo ele, a América Latina "precisa reconstruir eixos multilaterais que falem uns pelos outros, e não bilateralmente e de forma subserviente".

"Estamos testemunhando a construção da barbárie", alertou o mandatário colombiano, sobre o papel de governos que, segundo ele, "se sujeitam às diretrizes que lhe são impostas", sem detalhar quem estaria impondo essas diretrizes, embora esteja implícito que se refere aos Estados Unidos.

A declaração também não especifica quais governos estariam se sujeitando a tal situação.

Em outro momento, o presidente se referiu ao papel da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) como uma voz unificada para a região, e lembrou que ele entregará a presidência pro tempore do organismo em abril, a um sucessor que ainda não foi definido.

"A reunião da CELAC, onde estou entregando a presidência, terá apenas um presidente, o que vai receber (a presidência pro tempore). Assim, a América Latina se deixa arruinar dessa forma, parou de falar no mundo porque está de joelhos. Ou será que não temos nada a dizer ao mundo?", questionou Petro.

Lógica da guerra aberta

Em outro momento do discurso, o presidente da Colômbia advertiu sobre a ampliação à América Latina da "lógica da guerra aberta" promovida pelos Estados Unidos, e instou os países da região a não normalizarem o bombardeamento do território das diferentes nações.

"Milhares, não sei quantas toneladas de explosivos caíram no Oriente Médio, mais potentes do que a bomba atômica lançada sobre Nagasaki. E caíram na vizinha Venezuela e na Colômbia. E não foi por acaso que pescadores colombianos foram mortos", acrescentou.

Petro concluiu sua declaração dizendo que "isso (lógica da guerra aberta) está se espalhando, e agora parece que querem um conflito entre Equador e Colômbia. Desse jeito, não vamos chegar a lugar nenhum".

Com informações de RT e Caracol.

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