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Lula culpa “os tiros que o Trump deu no Irã” por alta do diesel

oantagonista.com.br By Gustavo Nogy 2026-03-19 360 words
Lula culpa "os tiros que o Trump deu no Irã" por alta do diesel

Presidente responsabilizou os cinc
o membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU pela escalada do preço do diesel no Brasil

Em discurso nesta quarta-feira, 18, durante o Prêmio Mulheres das Águas, em Brasília, o presidente Lula afirmou que "toda desgraça causada pelos ricos arrebenta na porta das pessoas que não têm nada a ver com isso".

Lula citou diretamente o presidente americano Donald Trump, ao relacionar o conflito no Oriente Médio ao encarecimento dos combustíveis. "Os tiros que o Trump deu no Irã estão fazendo o combustível aumentar no mundo inteiro. Um barril de petróleo saiu de 65 para 120 dólares", declarou.

Para o presidente, a responsabilidade recai sobre EUA, Rússia, China, França e Reino Unido — países que, segundo ele, "decidiram que são donos do mundo e resolveram atacar o que eles quiserem".

Está cheio de gente que gosta de tirar proveito da desgraça", disse Lula, referindo-se à percepção do governo, de que distribuidoras de combustível estariam retendo o benefício fiscal concedido pela União, em vez de repassá-lo ao consumidor final.

Governo tenta evitar paralisação de caminhoneiros

O governo federal zerou o PIS e a Cofins sobre o diesel, e anunciou o pagamento de subvenção a produtores e importadores. Nesta quarta-feira, o governo decidiu divulgar publicamente as empresas que mais descumpriram a tabela de frete mínimo, instrumento previsto em lei desde 2018. A medida veio acompanhada de normas que impedem empresas reincidentes de contratar fretes.

O governo avalia ainda recorrer ao Judiciário para conter os aumentos. A Advocacia-Geral da União estuda o ajuizamento de ações civis públicas contra distribuidoras e redes de postos, com pedido de indenização por danos morais e materiais coletivos. O argumento jurídico é o de prática de preços abusivos sem respaldo em variações de mercado.

A ordem interna, segundo o noticiado, é aguardar até segunda-feira para avaliar o efeito acumulado das medidas já adotadas antes de definir o próximo passo.

O conjunto de iniciativas busca também prevenir qualquer movimento de paralisação por parte dos caminhoneiros, categoria que, em 2018, protagonizou uma greve de dez dias com impacto direto no abastecimento nacional.

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