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Como é e quanto custa o trem rápido que será opção de transporte na Copa

uol.com.br By Natália Manczyk Colaboração para Nossa; De Miami 2026-03-19 639 words
Como é e quanto custa o trem rápido que será opção de transporte na Copa

Resumo

Junho está logo aí. É época de tirar os adereços verde e amarelo do armário e torcer pelo Brasil na Copa. E uma das cidades mais amadas pelos turistas brasileiros já está pronta também para receber os jogos.

Miami será o palco do jogo do Brasil contra a Escócia em 24 de junho, além de sediar as fases eliminatórias. A seleção brasileira pode voltar a jogar na cidade nas quartas de final, em 11 de julho, ou ainda, em 18 de julho na disputa pelo terceiro lugar.

Para economizar na hospedagem existe um truque que costuma ser usado na Europa, e funciona muito bem na Flórida: se hospedar em cidades próximas e fazer bate e voltas de trem.

Isso é possível na Flórida desde 2023 graças ao Brightline, o trem mais moderno dos Estados Unidos, que conecta Miami a outras cidades do estado: Aventura, Fort Lauderdale, Boca Raton, West Palm Beach e Orlando, com um nível de conforto levado ao extremo.

De uma ponta a outra da linha, isto é, do aeroporto de Orlando à MiamiCentral Station, são 3 horas e meia, muito bem aproveitadas para trabalhar, e tudo o mais que a internet promove. E, em dia de jogo, nem será preciso sair pesquisando preços, mapas e transportes além do Brightline. Basta reservar o trem até Aventura, e um shuttle gratuito conectará a estação ao estádio de Miami, o Hard Rock (detalhe: tanto na ida quanto na volta).

Por dentro do trem

O trem já mostra para o que veio com as estações futurísticas. Nada de parecido com a maioria das estações pelo mundo. Em Miami e Orlando, por exemplo, tudo brilha: do piso aos balcões e telões de LED. Parecem um shopping do mais moderno.

A espera é em áreas com sofás e mesas com tomadas no maior estilo coworking, logo depois de passar por uma máquina de raio-x, sem as exigências dos aeroportos ou estresse.

São duas classes: a Smart e a Premium. Os vagões são equipados com poltronas de couro, bandejas "dois em um" (com espaço para apoiar tanto o celular quanto o notebook), wi-fi, tomadas USB e banheiros espaçosos com tecnologia touchless em tudo.

Na Smart, o bilhete custa em média de US$ 59 a US$ 105 (mas há promoções conforme a época do ano e o horário de partida) e, na Premium, o preço gira em torno de US$ 99 a US$ 150. E, assim como as passagens aéreas, quanto mais próximo da data mais aumenta o preço.

Mais uma semelhança com o avião: o número de malas depende da classe da tarifa. A Smart inclui duas malas de bordo e um item pessoal, enquanto na Premium, o passageiro tem direito a uma mala despachada.

A medida, no entanto, facilita: não existe confusão para passar entre corredores ora com pessoas ora com malas. É só chegar e sentar, na maior tranquilidade.

Para despachar a mala na classe mais básica, paga-se US$ 30. Ainda assim, não tem aquela necessidade de chegar horas antes só para despachar nem a ansiedade na hora de receber a bagagem. Não existe esteira: um funcionário entrega as malas em frente a um balcão, com jeito de serviço VIP.

Smart x Premium

Enquanto nos aviões existe um abismo de conforto entre a classe executiva e a econômica, no Brightline a diferença não é grande. A poltrona na Premium conta com cinco centímetros a mais de largura, e a maior diferença está mesmo no serviço.

Assim como em uma sala VIP, os passageiros têm direito ao Lounge Premium, com poltronas confortáveis, sofás e mesas para trabalhar, um bufê com comidas de acordo com a hora do dia, uma máquina de café, geladeiras com refrigerantes, e uma máquina toda tecnológica self-service de coquetéis, cervejas e vinho.

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