Família de advogada morta contesta suicídio e implora por justiça
Família de advogada morta contesta suicídio e implora por justiça
Viviane Fidelis foi achada morta no apartamento onde morava, em Cuiabá (MT), no dia 17 de setembro de 2025. Família contesta investigação
atualizado
Compartilhar notícia
Há exatamente seis meses, a família da advogada Viviane Souza Fideles (foto em destaque), encontrada morta aos 30 anos, em 18 de setembro de 2025, convive com a angústia de não saber o que, de fato, ocorreu dentro do apartamento onde ela morava, em Cuiabá (MT), no dia de sua morte. Ela ainda não foi sepultada.
De acordo com os familiares, uma decisão da Justiça colocou o corpo de Viviane sob a guarda da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Posteriormente, ele foi levado a um crematório da cidade, onde permanece preservado até que a Justiça autorize a cremação.
À coluna, a família — que não acredita em suicídio, linha de investigação considerada desde o início — afirma que não busca vingança, mas sim o direito à verdade e à Justiça, para que as circunstâncias da morte sejam esclarecidas.
As contradições
Segundo a família, a perícia realizada no local da morte durou apenas 28 minutos. Além disso, quando os profissionais chegaram, o corpo já teria sido movimentado, sem que a posição e demais detalhes tivessem sido devidamente documentados pelos investigadores.
"O ex-namorado de Viviane, parente de político influente, moveu o corpo e permaneceu com o celular dela antes da chegada da perícia. Posteriormente, entregou o aparelho aos peritos, que colocaram o celular novamente na cena, registrando no laudo que ele estava ao lado do corpo. A polícia nunca investigou esse fato e ignorou pedidos para realizar a triangulação das antenas de celular", reclamam os parentes em uma carta aberta.
Além de lidar com a dor da perda e a falta de respostas, os familiares e a própria Viviane também foram vítimas de uma violência grave: fotografias do corpo dela circularam em grupos de WhatsApp.
De acordo com a versão documentada por pessoas próximas, os presentes no local da morte nunca foram identificados ou ouvidos, incluindo a pessoa que fez e divulgou as imagens.
Além disso, o ex-namorado de Viviane, que a família considera o principal suspeito, teria afirmado três vezes que não havia descido as escadas do prédio após encontrá-la morta. Contudo, imagens obtidas pela família demonstrariam o contrário, mostrando-o descendo as escadas com dois celulares nas mãos, o que indicaria que ele estava com o telefone de Viviane.
"Antes mesmo de iniciar o interrogatório, o delegado pediu desculpas a ele por estar o interrogando, fato que causa profunda estranheza. Além disso, as oitivas realizadas no inquérito passaram a direcionar questionamentos contra a própria mãe da vítima, em vez de esgotar todas as hipóteses investigativas", desabafa a família.
Após seis meses de tramitação, o inquérito segue aberto sem que nenhum laudo conclusivo tenha sido apresentado.
A família afirma ainda que o exame toxicológico foi realizado apenas 33 dias após o óbito. Mesmo assim, teria sido identificado cromossomo Y no material subungueal, indicando a presença de material genético masculino, cuja origem nunca foi identificada.
"Apesar da gravidade dos fatos, a promotora responsável não tem atuado de forma efetiva e chegou a apresentar pedido para impedir que a família divulgue o caso, sob o argumento de preservar a intimidade da vítima. Enquanto isso, diversas diligências essenciais seguem sem resposta, e as investigações continuam direcionadas predominantemente à hipótese de suicídio, sem apuração adequada da possibilidade de homicídio", afirmam.
Pedido de socorro
Diante do prolongamento da dor e de um ciclo que nunca pôde ser fechado — nem mesmo com velório e enterro —, a família de Viviane cobra uma série de providências para garantir uma investigação considerada imparcial sobre a morte da jovem.
Entre as medidas exigidas estão a federalização do caso, a realização de uma nova necropsia por peritos independentes de outro estado e a reconstituição dos fatos com acompanhamento das partes envolvidas.
Os familiares também pedem a devolução do celular da vítima após perícia completa, a preservação das roupas usadas no momento da morte e a apuração rigorosa de possíveis falhas na investigação, como a quebra da cadeia de custódia e o vazamento de imagens do corpo.
Além disso, a família solicita a identificação de todas as pessoas que estavam no local, a realização de diligências técnicas ainda não feitas e a responsabilização de eventuais agentes públicos por falhas na apuração.
O que diz a Polícia Civil
Em nota, a Polícia Civil informou que o inquérito policial instaurado na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está em fase conclusiva e que já foi apresentado nos autos a análise do celular da vítima, sendo que, agora, a Polícia aguarda o resultado de outras providências finais para conclusão do procedimento.
"A DHPP esclarece que até o momento todas as informações convergem para cenário de auto eliminação, mas ressalta que a análise final do caso constará do relatório conclusivo das investigações."
Hover overTap highlighted text for details
Source Quality
Source classification (primary/secondary/tertiary), named vs anonymous, expert credentials, variety
Summary
Relies heavily on family claims as secondary sources with minimal primary source verification.
Specific Findings from the Article (3)
"Segundo a família, a perícia realizada no local da morte durou apenas 28 minutos."
Family presented as source for investigative details
Secondary source"De acordo com a versão documentada por pessoas próximas"
Anonymous 'people close' cited as source
Secondary source"Em nota, a Polícia Civil informou"
Official police statement provided
Named sourcePerspective Balance
Acknowledgment of multiple viewpoints, counterarguments, and balanced presentation
Summary
Presents family's perspective extensively but includes official police response.
Specific Findings from the Article (3)
"O que diz a Polícia Civil"
Section dedicated to official response
Balance indicator""A DHPP esclarece que até o momento todas as informações convergem para cenário de auto eliminação,"
Police perspective included
Balance indicator"família — que não acredita em suicídio"
Family's disbelief presented without counterbalance in main narrative
One sidedContextual Depth
Background information, statistics, comprehensiveness of coverage
Summary
Provides timeline and investigative details but lacks broader context.
Specific Findings from the Article (3)
"Há exatamente seis meses, a família da advogada Viviane Souza Fideles"
Temporal context provided
Context indicator"Após seis meses de tramitação, o inquérito segue aberto"
Investigation timeline context
Context indicator"perícia realizada no local da morte durou apenas 28 minutos"
Specific investigative detail
StatisticLanguage Neutrality
Absence of loaded, sensationalist, or politically biased language
Summary
Mostly neutral reporting with minor emotional language.
Specific Findings from the Article (3)
"Família de advogada morta contesta suicídio e implora por justiça"
Factual headline
Neutral language"Em nota, a Polícia Civil informou"
Neutral reporting of official statement
Neutral language"convive com a angústia"
Emotional descriptor
SensationalistTransparency
Author attribution, dates, methodology disclosure, quote attribution
Summary
Clear author attribution and date, but some quotes lack specific attribution.
Specific Findings from the Article (1)
" reclamam os parentes em uma carta aberta. Além de l"
Quote attributed to family
Quote attributionLogical Coherence
Internal consistency of claims, absence of contradictions and unsupported causation
Summary
Generally coherent narrative with one minor temporal inconsistency.
Specific Findings from the Article (2)
"no dia 17 de setembro de 2025"
Date conflicts with '18 de setembro de 2025' in next paragraph
Temporal inconsistency" no dia 17 de setembro de 2025. Família contesta investigação atualizad"
Conflicting dates for death: September 17 vs September 18, 2025
Logic temporal inconsistencyLogic Issues Detected
-
Temporal inconsistency (low)
Conflicting dates for death: September 17 vs September 18, 2025
""no dia 17 de setembro de 2025" vs "em 18 de setembro de 2025""
Core Claims & Their Sources
-
"Family contests suicide ruling and alleges investigation flaws"
Source: Family statements and open letter Named secondary
-
"Police investigation points to suicide scenario"
Source: Official police statement Primary
Logic Model Inspector
ConsistentExtracted Propositions (7)
-
P1
"Viviane Souza Fideles found dead in Cuiabá apartment"
Factual -
P2
"Investigation has been ongoing for six months"
Factual -
P3
"Body preserved at crematorium awaiting judicial authorization"
Factual -
P4
"Police inquiry is in conclusive phase"
Factual -
P5
"Moving body before forensics arrival causes compromised investigation"
Causal -
P6
"Delayed toxicology exam causes potential evidence degradation"
Causal -
P7
"Police focusing on suicide hypothesis causes inadequate homicide investigation"
Causal
Claim Relationships Graph
View Formal Logic Representation
=== Propositions === P1 [factual]: Viviane Souza Fideles found dead in Cuiabá apartment P2 [factual]: Investigation has been ongoing for six months P3 [factual]: Body preserved at crematorium awaiting judicial authorization P4 [factual]: Police inquiry is in conclusive phase P5 [causal]: Moving body before forensics arrival causes compromised investigation P6 [causal]: Delayed toxicology exam causes potential evidence degradation P7 [causal]: Police focusing on suicide hypothesis causes inadequate homicide investigation === Causal Graph === moving body before forensics arrival -> compromised investigation delayed toxicology exam -> potential evidence degradation police focusing on suicide hypothesis -> inadequate homicide investigation
All claims are logically consistent. No contradictions, temporal issues, or circular reasoning detected.