Caso Master: Toffoli admite ligação com resort
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli é sócio e recebeu valores da empresa Maridt, que vendeu parte de sua participação no resort Tayayá, em 2021, a um fundo ligado ao Banco Master. A informação foi confirmada pelo gabinete do magistrado, em nota divulgada nesta quinta-feira (12). Segundo o texto, as transferências de recursos foram declaradas à Receita Federal e devidamente aprovadas.
Esta é a primeira vez que o ministro detalha publicamente seu envolvimento com o resort e a sociedade na empresa dirigida pelos irmãos José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli. Como a Maridt é uma sociedade anônima de livro, os donos não são identificados em registros públicos, tendo apenas a identidade anotada em documentos da própria companhia.
"A Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado. (...) O Ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do Ministro. De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, no artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador", afirma a nota.
A empresa era dona de uma parte do resort Tayayá, no Paraná, vendida em 2021 para o fundo Arllen, que tinha como acionista o pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. O restante da participação da empresa da família de Toffoli no negócio foi vendida em fevereiro de 2025 à PHD Holding, segundo a nota. "Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado."
Suspeição
Na noite desta quarta-feira (11), a Polícia Federal pediu a suspeição do ministro Dias Toffoli, por sua atuação no caso envolvendo o Banco Master, depois de encontrar mensagens do ministro no aparelho celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Na nota divulgada nesta quinta, o ministro argumenta que "desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro". Ele também nega ter recebido qualquer valor de ambos.
"A ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao Ministro Dias Toffoli no dia 28 de novembro de 2025. Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro", afirma a assessoria de Toffoli.
Confira a nota na íntegra:
NOTA DO GABINETE DO MINISTRO DIAS TOFFOLI
A Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado, prevista na Lei 6.404/76, devidamente registrada na Junta Comercial e com prestação de declarações anuais à Receita Federal do Brasil. Suas declarações à Receita Federal, bem como as de seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas.
O Ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do Ministro. De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, no artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador.
A referida empresa foi integrante do grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.
Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado. Todos os atos e informações da Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição.
A ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao Ministro Dias Toffoli no dia 28 de novembro de 2025. Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro.
Ademais, o Ministro desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel.
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"Minister Dias Toffoli is a shareholder in Maridt company which had connections to Banco Master through resort sales."
Source: Official note from the minister's office confirming the information Primary
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"The minister denies any personal relationship with Daniel Vorcaro or receiving money from him."
Source: Statement from the minister's office in the published note Primary
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Logic Model Inspector
ConsistentExtracted Propositions (5)
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P1
"Dias Toffoli is a minister of the Supreme Federal Court (STF)"
Factual -
P2
"Maridt is a family company constituted as a closed capital corporation"
Factual -
P3
"The company sold part of its participation in Tayayá resort to Arllen fund in 2021"
Factual -
P4
"The remaining participation was sold to PHD Holding in February 2025"
Factual -
P5
"All transactions were declared to the Federal Revenue Service"
Factual
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=== Propositions === P1 [factual]: Dias Toffoli is a minister of the Supreme Federal Court (STF) P2 [factual]: Maridt is a family company constituted as a closed capital corporation P3 [factual]: The company sold part of its participation in Tayayá resort to Arllen fund in 2021 P4 [factual]: The remaining participation was sold to PHD Holding in February 2025 P5 [factual]: All transactions were declared to the Federal Revenue Service
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