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Jurista aponta 'lawfare' para ação movida por vereadora de SP contra Breno Altman

operamundi.uol.com.br By Redação Opera Mundi 2026-03-19 434 words
Jurista aponta 'lawfare' para ação movida por vereadora de SP contra Breno Altman

Pedro Serrano fala em 'perseguição judicial' contra jornalista e afirma que medidas tentam censurar opiniões políticas; Cris Monteiro dribla questionamentos de Opera Mundi

O jurista Pedro Serrano, que faz parte da defesa de Breno Altman, considerou "uma forma de lawfare" a ação movida pela vereadora Cris Monteiro (Partido Novo) ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) para investigar as recentes manifestações do jornalista e fundador de Opera Mundi contra a política genocida de Israel publicadas na rede social X.

"O que estão fazendo é operar uma série de medidas judiciais, para tornar, inclusive, muito difícil exercer a defesa em todas elas. De uma forma, querer inibir que Breno emita as suas opiniões políticas. É uma forma de lawfare", afirmou o jurista.

Procurada por Opera Mundi, a assessoria da vereadora Monteiro alegou que as manifestações do jornalista podem configurar "incitação à discriminação em razão de nacionalidade, além de envolver conteúdo sensível no contexto étnico-religioso". Ainda segundo a parlamentar, a restrição à entrada de cidadãos israelenses no Brasil "pode contribuir para a estigmatização coletiva e o aumento da hostilidade contra pessoas em razão de sua origem".

No entanto, as declarações de Altman citadas na ação não se associam à comunidade judaica: "o Brasil deveria estabelecer visto obrigatório para israelenses, proibindo sua concessão para todas as pessoas engajadas no serviço militar a partir do dia 7 de outubro de 2023. Agentes militares do regime sionista merecem ser personae non gratae no mundo todo", escreveu o jornalista em 16 de março.

Em outra publicação, Altman diz que "o Hezbollah é uma organização legítima do povo libanês e está cumprindo um dever patriótico ao enfrentar o Estado colonial e genocida de Israel. Além disso, ao impor a máxima dor ao regime sionista, volta a revelar sua solidariedade à causa palestina e à luta anti-imperialista".

À reportagem, Serrano afirmou que Altman tem direito de opinião política e que as suas publicações não configuram "qualquer forma de estimulação ao racismo". De acordo com ele, a vereadora quer estabelecer uma perseguição judicial.

Opera Mundi também questionou se a ação movida pela vereadora não configura uma censura à liberdade de expressão ao jornalista e o motivo pelo qual menciona "conteúdo sensível ao contexto étnico-religioso" já que as postagens apontadas não apresentam tal conteúdo.

Entretanto, até o fechamento desta reportagem, não houve retorno.
A Confederação Israelita do Brasil (CONIB), órgão que noticiou a solicitação feita por Cris Monteiro, também foi procurada, mas não respondeu ao pedido de posicionamento. O espaço segue aberto e será atualizado em caso de resposta.

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