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Vídeo de mulher rasgando papel atrás de Trump não tem relação com Lula • Lupa

agencialupa.org By Evelyn Fagundes 2026-03-19 404 words
Circula no Facebook, TikTok, Kwai e WhatsApp um vídeo em que uma mulher, posicionada atrás do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rasga um papel. Segundo a legenda da publicação, ela seria secretária de Trump e teria sido instruída por ele a destruir um documento supostamente entregue pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É falso.

Por WhatsApp, leitores sugeriram que o conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

"TRUMP MANDA A SECRETÁRIA DELE RASGAR O DOCUMENTO QUE O PRESIDENTE LULA MANDOU PRA ELE ASSINAR E FOI APLAUDIDO DE PÉ PELO SEU POVO"
– Legenda do vídeo que possui 12 mil visualizações no Kwai.

"TRUMP MANDA A SECRETÁRIA DELE RASGAR O DOCUMENTO QUE O PRESIDENTE LULA MANDOU PRA ELE ASSINAR E FOI APLAUDIDO DE PÉ PELO SEU POVO"

– Legenda do vídeo que possui 12 mil visualizações no Kwai.

O documento que aparece sendo rasgado não foi enviado pelo presidente Lula. Ao buscar por "Woman rip up document behind Trump" (Mulher rasga documento atrás de Trump) foi possível identificar o vídeo – que não é recente, mas de 2020 – que mostra a democrata Nancy Pelosi, à época era presidente da Câmara dos Representantes, rasgando uma cópia do discurso lido por Donald Trump em uma cerimônia oficial. Pelosi, adversária política de Trump, decidiu destruir o documento como forma de protesto.

A ação ocorreu no dia 4 de fevereiro de 2020, durante o tradicional discurso de Estado da União, ocasião em que o presidente apresentou um balanço do governo e planos futuros. Nancy Pelosi rasgou a cópia do discurso logo após o encerramento da fala de Donald Trump. Na época, o gesto teve ampla repercussão na imprensa estrangeira e brasileira.

Em entrevista à ABC News, a democrata explicou a atitude: "Era uma atitude educada a se tomar, considerando a alternativa. Era um discurso tão obsceno".

Durante a cerimônia, Trump abordou diferentes temas e fez promessas relacionadas à eleição daquele ano – vencida por Joe Biden. Ele destacou políticas migratórias na fronteira com o México, criticou o governo de Nicolás Maduro – na época líder da Venezuela – e afirmou que os EUA estavam mais fortes do que nunca.

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Editado por Evelin Mendes e Yara Amorim

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