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Sabrina Carpenter fecha Lolla com 'sonho pop' em dia marcado por peso e rap

uol.com.br By Tiago Dias Do TOCA 2026-03-21 373 words
Sabrina Carpenter fecha Lolla com 'sonho pop' em dia marcado por peso e rap

Resumo

Sabrina Carpenter encerrou o primeiro dia do Lollapalooza Brasil 2026 com um show que funciona como um sonho pop bem acabado — daqueles que parecem calculados nos mínimos detalhes para hipnotizar.

Com direito a cenário elaborado, passarelas e diferentes níveis no palco, a cantora construiu uma narrativa visual que flerta com uma televisão anacrônica, evocando programas de auditório de décadas passadas. "Acho que vai ser o maior público que eu já tive", disse, diante de uma multidão que respondeu à altura.

Nesse "programa", ela atiça o público. "Voltei ao Brasil por causa do brigadeiro", disse. E ensaiou prender uma pessoa da plateia por estar "sexy demais" durante a música "Juno". A detenta da vez? A cantora Luísa Sonza.

Vestindo um collant amarelo, Carpenter passeia pelo palco como se encarnasse uma personagem saída diretamente dos anos 1950, que lembra a ingenuidade calculada de uma Betty Boop.

Musicalmente, o repertório também brinca com referências: há espaço para acenos ao country em faixas como "Coincidence", enquanto "Because I Liked a Boy" ganha ecos do pop clássico de Madonna. É um show de exercício de estilo.

Apesar do encerramento pop, o Lolla abriu sua edição de 2026 de forma mais diversa possível — alinhado o peso das guitarras e o rap que abriram caminhos logo cedo.Nomes como Stefanie e Negra Li colocaram o rap feminino no centro do palco.

Ao longo da tarde, o indie rock mostrou que, longe de ser coadjuvante, ainda mobiliza multidões. Interpol, Viagra Boys e Men I Trust sustentaram o público com shows que dialogam com suas respectivas gerações — mesmo distintos, funcionaram como pontos de encontro dentro da programação.

A banda Deftones foi o ápice dessa faceta roqueira do primeiro dia, com um show repleto de hits, balanceados com o recente disco, "Private Music". Pregou para convertidos — e eles eram muitos.

O show de Blood Orange foi um dos momentos mais imersivos do dia. Dev Hynes construiu um show que foge da lógica imediatista de festival: há espaço para arranjos mais delicados, como o cello que desconstrói "How Soon Is Now?", do The Smiths, e para harmonias vocais que transitam entre o dançante e o melancólico.

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