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‘STF é página virada’, diz Pacheco durante agenda com Lula em Minas Gerais

otempo.com.br By Leticya Bernadete 2026-03-20 457 words
O senador Rodrigo Pacheco (PSD) afirmou que o desejo de ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) é uma 'página virada' na trajetória política dele. A fala se deu durante entrevista à imprensa, após agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na Refinaria Gabriel Passos, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (20/3).

Pacheco falou sobre o assunto depois de afirmar à imprensa que segue em conversas com o presidente Lula sobre uma eventual candidatura ao governo de Minas, em outubro. O senador é o nome defendido pelo chefe do Executivo federal, mas ainda não bateu o martelo sobre o futuro.

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Em novembro do ano passado, circulou nos bastidores da política a informação de que Pacheco estava sendo cotado para substituir o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que se aposentou. A indicação cabia a Lula. O presidente, no entanto, optou pelo então advogado-geral da União, Jorge Messias, e comunicou a decisão pessoalmente a Pacheco, em reunião. O senador afirmou, então, que ouviria seus correligionários, e que poderia encerrar sua carreira política.

"A questão do Supremo Tribunal Federal é uma página realmente virada, bem assimilada e bem conversada com o presidente Lula. É óbvio que seria muito honroso. Digo que uma indicação para o Supremo é algo pelo que não se trabalha, nem se faz campanha, mas também não se recusa. Mas como houve uma decisão do presidente que foi outra, uma decisão acertada, de alguém muito qualificado, isso pra mim realmente ficou muito bem resolvido", diz.

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Conforme Pacheco, a ideia de deixar a vida pública foi um compromisso que tinha com ele mesmo quando iniciou a carreira política como deputado federal. Entretanto, após diálogo com aliados, ele tem repensado a posição.

"Eu acho que a política não pode se eternizar. Tem um momento que você tem que sair pra dar lugar a outros. Então, eu tenho isso comigo e é uma decisão que eu havia tomado. Diante de tantos pedidos, eu tenho feito essa ponderação e vamos chegar ao bom termo. O que eu posso dizer é que esse campo democrático representado por tantos partidos, por tantos prefeitos, por tantos nomes, deve se unificar em torno de um propósito único de reconstrução do estado de Minas Gerais", afirma o senador.

Sobre uma pré-candidatura ao governo de Minas, ele diz que ainda está conversando com o presidente Lula. Entretanto, ele confirmou que deve deixar o PSD por não concordar com o "rumo" que a legenda está tomando em Minas. O partido lançou o vice-governador Mateus Simões (PSD) como pré-candidato ao Palácio Tiradentes.

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