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PF pede suspeição de Toffoli após acessar celular de Vorcaro, e ministro chama caso de 'ilações'

otempo.com.br By Ana Paula Ramos 2026-02-11 466 words
BRASÍLIA - A Polícia Federal pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias Toffoli como relator do processo que envolve o Banco Master. A solicitação ocorre após a PF encontrar menções a Toffoli no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A informação foi publicada pelo portal "Uol", que chega a citar troca de mensagens entre Toffoli e Vorcaro identificada no aparelho.

Em nota divulgada à imprensa, o gabinete do Ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de "ilações". "Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte", diz trecho da nota.

Fachin já teria intimado o relator a se manifestar sobre o requerimento da Polícia Federal.

Veja também: TCU dificulta acesso do Banco Central à documentação no processo sobre Banco Master

Além de Toffoli, há outras pessoas com foro privilegiado citadas no material levantado pela PF. Os nomes seriam de ocupantes de cadeiras no Congresso Nacional.

O celular de Vorcaro foi apreendido em novembro, mas o dono do Master se negou a entregar a senha do aparelho aos investigadores, alegando que havia conteúdo de caráter privado. Recentemente, a PF quebrou a criptografia do celular para iniciar uma perícia.

Toffoli tem sua atuação como relator do caso Master no STF questionada por alas, pela suposta relação que o ministro tem com pessoas ligadas ao caso. Ele também é criticado pela condução do inquérito, como a imposição de sigilo imposto às informações da investigação.

Em 29 de janeiro, Toffoli se manifestou por meio de nota. O ministro afirmou que, "em todos os âmbitos, as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, mantidos os sigilos necessários em razão das diligências ainda em andamento".

O ministro, no entanto, já tem mandado para as justiças dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro partes do processo sobre o Master, em um movimento de desmembrar o caso para a 1ª instância. A ideia é deixar na Suprema Corte apenas as ações que tenham autoridades investigadas.

Um dos casos que já foi enviado à Justiça federal envolve Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência — o Regime Próprio de Previdência Social do Rio de Janeiro, preso pela PF. Na decisão, Toffoli entendeu que não havia conexão dele com envolvidos beneficiados pela prerrogativa de foro no STF e enviou a ação para a Justiça fluminense.

Antes, o ministro havia encaminhado para a Justiça de São Paulo a peça do processo que mencionava Nelson Tanure, empresário e investidor com décadas de atuação em diversos setores do mercado.

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