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Esquerda vence em Paris e Marselha e impõe derrota à extrema direita na França - Revista Fórum

revistaforum.com.br By Glauco Faria 2026-03-22 558 words
Eleicões francesas

Esquerda vence em Paris e Marselha e impõe derrota à extrema direita na França

Enquanto socialistas mantêm o controle de Par
is e Marselha, partido de Marine Le Pen avança no interior e conquista Nice, desenhando um mapa fraturado para a sucessão de Macron

Eleições municipais na França foram realizadas neste domingo (22); esquerda venceu em Paris e Marselha, derrotando planos da direita tradicional e extrema direita.

Emmanuel Grégoire (PSOL) foi eleito prefeito de Paris com cerca de 52% dos votos, sucedendo Anne Hidalgo e mantendo a capital sob comando progressista há 25 anos.

Benoît Payan foi reeleto em Marselha com apoio de socialists e verdes, barrando a ascensão da extrema direita na segunda maior cidade francesa.

Apesar das vitórias democratas, a extrema direita avanzou em Nice, onde Éric Ciotti (aliado de Marine Le Pen) derrotou a direita tradicional, e em Carcassonne.

As eleições municipais na França, realizadas neste domingo (22), consolidaram a força da esquerda em algumas das principais metrópoles do país, impondo um revés aos planos da direita tradicional e da extrema direita.

Na capital do país, o socialista Emmanuel Grégoire foi eleito prefeito de Paris com cerca de 52% dos votos, derrotando com folga a ex-ministra Rachida Dati. O triunfo mantém a cidade sob o comando progressista após 25 anos de gestão da esquerda. Ele sucede a também socialista Anne Hidalgo.

O cenário de vitória se repetiu em Marselha, segunda maior cidade francesa, onde o atual prefeito Benoît Payan, apoiado por uma coalizão de socialistas e verdes, barrou a ascensão da extrema direita com uma mensagem de "paz e união".

Logo após a confirmação do resultado, Grégoire sinalizou o tom de sua futura gestão ao liderar um passeio de bicicleta comemorativo, reafirmando o compromisso com as políticas ambientais e de mobilidade. Em seu discurso, o novo prefeito de Paris destacou o foco social, prometendo atenção imediata à população em situação de rua e às crianças vulneráveis.

Grégoire declarou que a capital francesa será "o coração da resistência" contra o
que chamou, durante a campanha, de um "laboratório trumpista" formado pela perigosa aliança entre a direita e a extrema direita.

Extrema direita também avançou na França

Apesar das derrotas nas grandes capitais, a extrema direita liderada por Marine Le Pen e Jordan Bardella, do partido Reunião Nacional (RN), comemorou um avanço territorial que consideram histórico. Embora tenha falhado em alvos prioritários como Toulon e Nîmes, esta última conquistada por um candidato comunista após 25 anos de domínio conservador, o RN garantiu vitórias em cidades como Carcassonne.

O golpe mais duro para o campo democrático, no entanto, ocorreu em Nice, a quinta maior cidade do país, onde Éric Ciotti, aliado de Le Pen, derrotou a direita tradicional, fortalecendo a base para o projeto presidencial extremista.

A eleiçã
o também serviu como um termômetro para as forças de centro-direita que buscam se viabilizar para a sucessão de Emmanuel Macron. O ex-primeiro-ministro Édouard Philippe foi reeleito com facilidade em Le Havre, no norte do país, com mais de 47% dos votos.

Único pré-candidato assumido à presidência a disputar as eleições municipais, Philippe pretende usar a vitória como trampolim para 2027, apresentando-se como uma alternativa que rejeita "os extremos e suas soluções simplistas", embora enfrente forte concorrência interna no campo governista.

Com informações do Guardian

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