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Crise nos EUA leva 215 mil pessoas a venderem sangue para complementar renda - Jornal GGN

jornalggn.com.br By Camila Bezerra 2026-03-22 487 words
Cerca de 215 mil norte-americanos vendem plasma para complementar renda, incluindo classe média e profissionais diversos. Doadores recebem US$ 60 a US$ 70 por sessão, podendo doar até duas vezes por semana e ganhar até US$ 600 mensais. Centros de doação aumentam em áreas ricas, reduzindo pedidos de empréstimos de curto prazo em jovens nos EUA.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Enquanto o presidente dos Estados Unidos Donald Trump encabeça mais uma guerra sem sentido, a economia interna do país está negligenciada. É o que mostra uma reportagem do New York Times, que aponta que cerca de 215 mil norte-americanos venderam plasma sanguíneo para complementar renda.

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A prática atinge, além dos mais vulneráveis, até mesmo a classe média. Nos EUA, os doadores de sangue recebem pagamento pela venda do plasma, pelo qual recebem entre US$ 60 (R$ 314) e US$ 70 (R$ 366) por sessão.

A "renda extra" pode chegar até a US$ 600 (R$ 3,1 mil) por mês, uma vez que os cidadãos podem doar sangue até duas vezes por semana. Existe, ainda, uma bonificação extra para novos doadores e doadores frequentes.

De acordo com a reportagem, a população mais vulnerável adota tal prática para cobrir custos com gasolina, supermercado, contas médicas ou até a prestação da casa.

Tratam-se de profissionais de tecnologia que almejam comprar um imóvel, professores que buscam cobrir custos de saúde, enfermeiros que tentam cobrir despesas com creche e aposentados que precisam complementar a renda. Os entrevistados, aliás, relataram que nunca se imaginariam em tal situação.

Empréstimos

A reportagem aponta ainda que os centros de doação, historicamente instalados em áreas mais pobres, se expandiram. Desde 2021, mais de 100 unidades foram inauguradas em bairros de classe média, subúrbios e regiões mais ricas.

Assim, outro fenômeno foi constatado: a cada inauguração de um novo centro de doação, o volume de pedidos de empréstimos de curto prazo e juros altos de jovens cai quase 20% pelos três anos seguintes.

Conclui-se, portanto, que a venda de plasma funciona como alternativa emergencial de renda.

Os EUA são os maiores exportadores de plasma no mundo, respondem por cerca de 70% de todo o plasma coletado. A exportação para grandes empresas farmacêuticas rendeu US$ 6,2 bilhões apenas em 2024.

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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