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Trump ameaça atacar usinas de energia do Irã se Estreito de Ormuz não for reaberto

jornalggn.com.br By Camila Bezerra 2026-03-22 660 words
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escalou drasticamente as tensões com o Irã neste sábado (21), ameaçando destruir usinas de energia iranianas caso Teerã não reabra completamente o Estreito de Ormuz no prazo de dois dias.

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O ultimato foi publicado em rede social e chegou em meio a um dos dias mais violentos do conflito regional, marcado por intensos ataques iranianos contra o território israelense.

Em sua publicação, Trump foi direto: caso o Irã não libere integralmente a passagem pelo Estreito, sem ameaças de qualquer natureza, os Estados Unidos atacarão e destruirão diversas usinas de energia do país, com prioridade para a maior delas.

"Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América irão atacar e obliterar várias de suas USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR DELAS! Obrigado pela atenção a este assunto. Presidente DONALD J. TRUMP".

As Forças Armadas iranianas não demoraram a reagir. Segundo veículos de mídia do país citados pela agência Reuters, Teerã avisou que qualquer ataque à sua infraestrutura energética resultará em ação direta de retaliação, e que todas as instalações de energia americanas na região se tornarão alvos.

Mísseis de longo alcance e feridos em Israel

Autoridades israelenses informaram que o Irã disparou mísseis de longo alcance pela primeira vez no conflito, ampliando o alcance potencial dos ataques para além do Oriente Médio.

Um bombardeio iraniano deixou ao menos cem pessoas feridas em solo israelense. O ataque ocorreu próximo a uma instalação nuclear do país, elevando preocupações sobre os objetivos estratégicos das operações iranianas.

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

Donald Trump não entendeu ou simplesmente não quer entender a verdadeira natureza desse conflito. Para os iranianos, a vitória é continuar lutando com os meios que têm à sua disposição. Eles não vão se render, nem tampouco se dar por derrotados. Para Trump a vitória é a submissão dos iranianos ou a destruição total do Irã. Até a presente data, a única coisa que se tornou realidade foi a destruição das bases norte-americanas no Oriente Médio. Estoques de petróleo e instalações de refino foram destruídas. O Estreito de Ormuz continua fechado. A superioridade militar dos EUA só conseguiu se traduzir numa derrota estragética que a Casa Branca se recusa a admitir. E os iranianos continuam lutando. Para cada ataque da USAF contra alvos no Irã, os iranianos atacam alvos na região: instalações nucleares iranianas foram bombardeadas, a de Israel também foi. Novos ataques contra o Irã resultarão na destruição de usinas desanilização de água na Arábia Saudita. E assim por diante… A vitória que Donald Trump quer ele não conseguirá. A derrota que os iranianos não querem deixará de ocorrer enquanto eles estiverem lutando. Eles não deixarão de lutar. Esse é o ponto. A única coisa que a guerra produzirá com certeza é a destruição da economia mundial, algo que Donald Trump supostamente não quer. Mas talvez ele queira exatamente isso. A cada dia que passa Tel Aviv fica mais parecida com Gaza. Isso era previsível, porque Israel atacou o Irã e os iranianos tem todo direito de contra-atacar os israelenses. The end. A impunidade militar de Israel acabou e agora aquele país terá que escolher se quer conviver com os vizinhos ou se prefere ser destruído totalmente.

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