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Lula sanciona PL Antifacção com veto: 'Passo importante'

ultimosegundo.ig.com.br By Beatriz Failla 2026-03-24 435 words
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta terça-feira (24), o projeto de lei conhecido como "PL Antifacção", que estabelece regras e penas para crimes praticados por integrantes de organizações criminosas.

A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença do presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

Ao sancionar o texto, Lula vetou um dos principais trechos aprovados pelo Congresso Nacional: o que equiparava as penas entre integrantes de facções criminosas e pessoas sem vínculo com essas organizações.

O dispositivo previa que indivíduos que não integrem organizações criminosas, mas pratiquem determinadas condutas, poderiam ser punidos com reclusão de 12 a 30 anos, mesma faixa aplicada a membros desses grupos.

A avaliação dentro do governo foi de que o trecho poderia gerar interpretações amplas e acabar atingindo indevidamente manifestações legítimas.

Segundo interlocutores, havia preocupação de que a redação abrisse espaço para enquadrar protestos e mobilizações sociais como práticas criminosas graves, o que motivou pressão interna pelo veto.

O que prevê o projeto

Além da tipificação de condutas e definição de penas, o PL Antifacção inclui medidas voltadas ao combate ao crime organizado, entre elas:

obrigatoriedade de cumprimento de pena, por líderes de facções, em presídios federais de segurança máximapossibilidade de intervenção judicial em empresas utilizadas por organizações criminosasprevisão de penas mais elevadas (de 20 a 40 anos) para crimes cometidos por facções consideradas ultraviolentasbloqueio de bens de investigados e destinação de valores apreendidos a fundos de segurança pública

Referência a Trump

Durante a cerimônia, Lula mencionou conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que o Brasil está disposto a cooperar internacionalmente no combate ao crime organizado.

Segundo o presidente, o país pode compartilhar a experiência acumulada por instituições como a Polícia Federal no enfrentamento ao tráfico de drogas e armas.

"Se quiser levar muito a sério o combate ao crime organizado, o Brasil está disposto a contribuir com toda a sua expertise", afirmou.

Combate ao crime

Lula também citou operações recentes, como a Operação Carbono Oculto, para defender uma atuação mais estratégica das forças de segurança.

O presidente afirmou que o foco deve ser atingir os principais articuladores das organizações criminosas, e não apenas agentes de menor escala.

Ao final, Lula parabenizou o Congresso Nacional pela aprovação da proposta e destacou o avanço institucional no combate ao crime organizado.

"Parabéns aos deputados e senadores que nos ajudaram a dar mais um passo importante para que que o Brasil seja um dos países mais respeitado do mundo no crime organizado", finalizou.

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