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Floriano amplia placar desfavorável a Cláudio Castro no TSE

veja.abril.com.br By Rayssa Motta 2026-03-24 522 words
Floriano amplia placar desfavorável a Cláudio Castro no TSE

Ex-govern
ador do Rio renunciou ao cargo na véspera da retomada do julgamento que pode ameaçar seus planos políticos

O ministro Floriano Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu nesta terça-feira, 24, o terceiro voto para condenar o ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL), por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O placar e
stá em 3 a 1.

A ação gira em torno da contratação, por decreto, de 27,6 mil funcionários temporários na Fundação Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), além do aumento de repasses às entidades em ano eleitoral. As contrat
ações custaram 519 milhões de reais apenas no primeiro semestre de 2022. Os funcionários teriam atuado como cabos-eleitorais nas eleições de 2022, segundo o Ministério Público.

Em seu vo
to, o ministro afirmou que o programa de contratação de servidores temporários foi ampliado artificialmente com finalidade eleitoral e sem critérios objetivos ou processo de seleção adequado. Ele também considerou que ficou comprovado que os funcionários foram cooptados para participar da pré-campanha de Cláudio Castro.

"Os números impressionam, sobretudo quando cotejados com exercícios anteriores. O aumento foi da ordem de 2.139%. O valor transferido perfaz uma ordem de trinta vezes o valor do teto de gastos para a campanha do governador do Rio de Janeiro", destacou Floriano.

"Seja pela ótica dos números absolutos, seja pela análise do crescimento ano a ano das verbas empregadas, seja pela proporção do limite de gastos de uma campanha de governador, me parece evidenciado que a legitimidade e a normalidade do pleito foram maculados pelo emprego desproporcional de recursos financeiros em favor dos investigados", completou o ministro.

Também respondem ao processo o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar (União), que na época era secretário estadual da Casa Civil, o ex-vice-governador Thiago Pampolha, que hoje está no Tribunal de Contas do Estado, e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente do Ceperj.

O futuro político do governador depende da decisão do TSE. Cláudio Castro deixou o governo antecipadamente para escapar da cassação, mas outra consequência de uma eventual condenação é a inelegibilidade por oito anos, o que pode inviabilizar sua eleição ao Senado. A pré-cand
idatura foi anunciada no mês passado em um evento na sede do PL, em Brasília, na presença do presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, e do senador Flávio Bolsonaro.

Se for condenado, o ex-governador poderá registrar candidatura e disputar a eleição sub judice. Nesse cenário, se for eleito, precisará correr contra o tempo para conseguir uma decisão – ainda que liminar – do Supremo Tribunal Federal revertendo a inelegibilidade até a data da diplomação. Caso contrário, não poderá ser diplomado. Aliados do governador admitem que ele vai concorrer ao Senado contando com uma vitória no Supremo.

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