Israel aprova lei que estabelece pena de morte para palestinos condenados por ataques letais
Repórter
Publicado em 30 de março de 2026 às 20h23.
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O Parlamento de Israel aprovou nesta segunda-feira, 30, uma lei que estabelece pena de morte para palestinos condenados por ataques letais. A medida representa uma vitória política para o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e gerou reações de países europeus e entidades internacionais.
A ONU afirmou que a norma deve ser revogada, classificando-a como "discriminatória" e incompatível com obrigações do direito internacional.
O texto determina que os condenados sejam mantidos em instalações separadas, sem direito a visitas, e que atendimentos jurídicos ocorram exclusivamente por videoconferência. As execuções deverão ocorrer em até 90 dias após a sentença, e a lei entrará em vigor em 30 dias, sem efeito retroativo. A norma ainda poderá ser analisada pela Suprema Corte de Israel, segundo o jornal americano New York Times.
A legislação define o enforcamento como punição padrão em tribunais militares israelenses que julgam palestinos acusados de ataques com mortes. Também prevê a aplicação da pena de morte a cidadãos israelenses — judeus ou palestino-árabes — em casos de ações voltadas a "negar a existência do Estado de Israel". Apesar de prevista na legislação, a pena capital foi aplicada apenas duas vezes nos 78 anos de existência do país.
A nova regra permite que tribunais determinem a pena de morte sem necessidade de solicitação do Ministério Público e sem exigência de decisão unânime, admitindo maioria simples. Tribunais militares na Cisjordânia ocupada também passam a ter autorização para aplicar a sentença.
Antes da votação, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, defendeu a proposta em discurso no Parlamento.
"A partir de hoje, todo terrorista saberá, e o mundo inteiro saberá, que quem tirar uma vida, o Estado de Israel tirará a vida dele", disse o ministro. Após a aprovação, houve manifestação de apoio no plenário, segundo a agência Associated Press.
Pesquisas indicaram apoio majoritário entre judeus israelenses à legislação. Críticos, dentro e fora de Israel, apontam que a norma pode resultar na execução de palestinos enquanto não alcança extremistas judeus israelenses nas mesmas condições.
Defensores do projeto argumentam que a medida pode reduzir incentivos para sequestros de reféns por grupos armados como o Hamas, ao limitar possibilidades de negociação por prisioneiros.
A Associação de Direitos Civis em Israel apresentou petição à Suprema Corte, classificando a lei como "discriminatória por natureza" e questionando sua base legal.
O Escritório de Direitos Humanos da ONU reiterou oposição à pena de morte em qualquer circunstância e afirmou que a nova lei viola normas internacionais contra punições cruéis ou degradantes. Em comunicado, o órgão também apontou que a medida pode reforçar práticas de segregação e tratamento desigual.
Países como Reino Unido, França, Alemanha e Itália manifestaram "profunda preocupação" com a legislação, indicando riscos aos compromissos democráticos de Israel. Especialistas da ONU já haviam alertado que o projeto poderia violar o direito à vida e limitar a análise individual de cada caso pelos tribunais.
A Anistia Internacional também se posicionou contra a proposta, afirmando que ela amplia o uso da pena de morte com possível aplicação discriminatória. O serviço diplomático da União Europeia declarou que a pena capital contraria o direito à vida.
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Quote attribution"segundo o jornal americano New York Times"
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Logic Issues Detected
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Contradiction (high)
Conflicting values for 'the': 30 vs 78
"Heuristic: Values conflict between P1 and P3"
Core Claims & Their Sources
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"Israel's parliament approved a law establishing death penalty for Palestinians convicted of lethal attacks."
Source: Report based on parliamentary proceedings and official statements Named secondary
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"The UN called the law discriminatory and incompatible with international obligations."
Source: Direct statement from UN organization Named secondary
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"The law allows hanging as standard punishment in military courts for Palestinians accused of deadly attacks."
Source: Description of legislative text Named secondary
Logic Model Inspector
Inconsistencies FoundExtracted Propositions (7)
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P1
"The law was approved on Monday, March 30."
Factual In contradiction -
P2
"Executions must occur within 90 days after sentencing."
Factual -
P3
"The death penalty has been applied only twice in Israel's 78-year history."
Factual In contradiction -
P4
"The law also applies to Israeli citizens in cases aimed at denying Israel's existence."
Factual -
P5
"Military courts in occupied West Bank gain authorization to apply the sentence."
Factual -
P6
"Supporters argue the measure may reduce incentives causes for hostage-taking by limiting prisoner negotiation possibilities."
Causal -
P7
"Critics point out the norm may causes execution of Palestinians while not reaching Israeli Jewish extremists under same conditions."
Causal
Claim Relationships Graph
Detected Contradictions (1)
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=== Propositions === P1 [factual]: The law was approved on Monday, March 30. P2 [factual]: Executions must occur within 90 days after sentencing. P3 [factual]: The death penalty has been applied only twice in Israel's 78-year history. P4 [factual]: The law also applies to Israeli citizens in cases aimed at denying Israel's existence. P5 [factual]: Military courts in occupied West Bank gain authorization to apply the sentence. P6 [causal]: Supporters argue the measure may reduce incentives causes for hostage-taking by limiting prisoner negotiation possibilities. P7 [causal]: Critics point out the norm may causes execution of Palestinians while not reaching Israeli Jewish extremists under same conditions. === Constraints === P1 contradicts P3 Note: Conflicting values for 'the': 30 vs 78 === Causal Graph === supporters argue the measure may reduce incentives -> for hostagetaking by limiting prisoner negotiation possibilities critics point out the norm may -> execution of palestinians while not reaching israeli jewish extremists under same conditions === Detected Contradictions === UNSAT: P1 AND P3 Proof: Heuristic: Values conflict between P1 and P3