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Homem nunca pisou na Lua? 5 provas de que, sim, estivemos por lá

uol.com.br By De Tilt; Em São Paulo 2026-04-01 657 words
Homem nunca pisou na Lua? 5 provas de que, sim, estivemos por lá

Resumo

A Nasa está prestes a lançar a missão Artemis 2, com destino à Lua — mas sem pouso. Antes dela, as missões Apollo levaram astronautas ao satélite em seis pousos entre 1969 e 1972, e há evidências físicas e técnicas que sustentam que a humanidade, sim, esteve lá.

Provas que o homem já pisou na Lua

1. Quantidade de gente envolvida no programa Apollo torna improvável uma farsa mantida em segredo. O projeto reuniu mais de 400 mil pessoas entre Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço) e empresas contratadas, o que dificultaria esconder uma encenação por décadas.

2. Rochas lunares trazidas pelos astronautas foram analisadas por cientistas no mundo todo. As missões Apollo trouxeram 382 kg de amostras, que também foram estudadas fora dos EUA, inclusive por pesquisadores ligados à antiga União Soviética, que tinha suas próprias amostras coletadas por sondas da série Luna.

3. Retrorefletores deixados na superfície lunar permitem medir a distância Terra-Lua com laser. Astronautas instalaram dispositivos que refletem feixes disparados da Terra; ao medir o tempo de ida e volta do laser, é possível calcular a distância com alta precisão.

4. Comunicações por rádio das missões foram monitoradas por outros países. A União Soviética acompanhou transmissões entre o controle da missão e os astronautas e podia verificar que os sinais vinham da direção e distância compatíveis com a Lua.

5. Imagens da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter mostram os locais de pouso e objetos deixados na Lua. Lançada em 2009, a LRO fotografou sítios das missões Apollo, com restos do módulo lunar, instrumentos e marcas no solo, incluindo trilhas dos veículos usados nas últimas missões.

Como foi a ida à Lua na corrida espacial

A chegada da Apollo 11 aconteceu no auge da corrida espacial, em meio à Guerra Fria. A disputa entre EUA e União Soviética estimulou investimentos em tecnologia espacial, com marcos como o Sputnik, a Laika e o voo de Yuri Gagarin antes do pouso tripulado americano.

Em 20 de julho de 1969, Neil Armstrong e Edwin "Buzz" Aldrin desceram ao Mar da Tranquilidade. Eles saíram do módulo lunar Eagle, caminharam por cerca de duas horas, fincaram a bandeira dos EUA, tiraram fotos e coletaram rochas para pesquisa, enquanto Michael Collins ficou no módulo de comando.

O programa Apollo teve custo alto e mobilização inédita de recursos. O governo americano chegou a destinar quase 5% do orçamento federal à Nasa nos anos 1960 e 1970, e o projeto foi impulsionado pela promessa feita pelo presidente John F. Kennedy de chegar à Lua até o fim da década.

Por que não voltamos (ainda) a pisar na Lua

O fim dos pousos tripulados após 1972 teve peso financeiro e político. Com a Apollo 17, os EUA encerraram o ciclo de missões; sem a pressão da Guerra Fria, o interesse político diminuiu e o Congresso cortou verbas.

Robôs passaram a fazer parte do trabalho por serem mais baratos e seguros. A pesquisadora Rosaly Lopes, do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) da Nasa, afirma que enviar naves robóticas custa menos do que levar seres humanos.

A Nasa e outras agências priorizaram satélites, sondas e a Estação Espacial Internacional. Após o último pouso, o foco migrou para missões consideradas mais estratégicas naquele momento, como exploração robótica e projetos em órbita da Terra.

O interesse em voltar cresceu com novas potências e com planos de uso de recursos e testes para Marte. Países como China, Índia, Japão e Israel investem em tecnologia espacial, enquanto a Nasa planeja missões do programa Artemis para retomar voos tripulados em direção à Lua.

A Artemis 2 deve ser o primeiro voo tripulado rumo à Lua desde 1972, mas sem pouso. A missão vai levar quatro astronautas para orbitar o satélite e testar sistemas da cápsula Orion; a Nasa diz que o objetivo é reduzir riscos antes de um novo pouso, previsto para a Artemis 3.

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