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Brasil entra no grupo de países que produzem caças supersônicos com Gripen nacional

exame.com By Esfera Brasil 2026-04-01 425 words
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A aeronave pode atingir cerca de 2,4 mil km/h, aproximadamente duas vezes a velocidade do som (SO Johnson/Força Aérea Brasileira)

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Publicado em 1 de abril de 2026 às 20h12.

O Brasil apresentou oficialmente o primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido em território nacional, em cerimônia realizada no complexo industrial da Embraer, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. O marco representa uma nova etapa para a indústria aeronáutica brasileira e consolida o País no seleto grupo de cerca de 15 nações com capacidade de produzir caças supersônicos de alta tecnologia.

O evento contou com a presença do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autoridades militares e executivos das empresas envolvidas no projeto. O programa é resultado de uma parceria entre a Embraer, a empresa sueca Saab e a Força Aérea Brasileira (FAB), com transferência de tecnologia e participação direta de engenheiros brasileiros no desenvolvimento da aeronave.

Mais de 350 engenheiros brasileiros foram treinados na Suécia ao longo do projeto, que permitiu ao País avançar não apenas na montagem da aeronave, mas principalmente na integração de sistemas, softwares e tecnologias de guerra eletrônica — áreas consideradas estratégicas na aviação militar moderna.

O F-39E Gripen faz parte do programa de modernização da FAB e substituirá os antigos caças F-5, em operação há décadas. A aeronave pode atingir cerca de 2,4 mil km/h, aproximadamente duas vezes a velocidade do som, possui capacidade de reabastecimento em voo e pode ser utilizada em missões de defesa aérea, reconhecimento e ataque.

Sistema da aeronave

O caça já opera a partir da Base Aérea de Anápolis, em Goiás, onde integra o sistema de alerta de defesa aérea responsável pela proteção do espaço aéreo da capital federal. A aeronave conta com sensores avançados, sistemas de comunicação criptografados e recursos de guerra eletrônica capazes de detectar radares inimigos, confundir sistemas de defesa e alertar sobre a aproximação de mísseis.

O contrato firmado pelo Brasil prevê a aquisição de 36 aeronaves Gripen, sendo parte delas produzidas no País. O investimento total é estimado em cerca de US$ 4 bilhões, com entregas programadas até 2032. Até o momento, 11 aeronaves já foram entregues à Força Aérea Brasileira.

Além do reforço à defesa nacional, o programa também tem impacto industrial e tecnológico, com geração de empregos e desenvolvimento de fornecedores locais. A expectativa é que a estrutura de produção instalada no Brasil também possa atender futuros clientes internacionais, transformando o País em um polo de produção e exportação de aeronaves militares de alta tecnologia.

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