C
21/30
Fair

A reação argentina após pai de advogada repetir gesto racista que a levou à prisão no Brasil

veja.abril.com.br By Amanda Capuano 2026-04-04 544 words
A reação argentina após pai de advogada repetir gesto racista que a levou à prisão no Brasil

Agostina Páez responde na justiça brasileira por injúria racial contra funcionário de bar em Ipanema e imprensa local repercutiu nova polêmica

Menos de 24 horas depois de Agostina Páez retornar à Argentina depois de dois meses detida no Brasil, o pai da advogada que virou réu por injúria racial repetiu o gesto racista da filha em seu país. O ato do empresário Mariano Páez gerou repercussão na imprensa local, e estampou as capas dos principais jornais argentinos.

Lopez foi flagrado em vídeo imitando um macaco em um bar em Santiago del Estero, no Norte do país. Em uma matéria de destaque, o jornal La Nación classificou o caso como "um escândalo sem fim", destacando que o gesto de Páez foi o mesmo que desencadeou a ação penal contra a filha no Brasil. O Clarín, por sua vez, disse que a atitude do empresário é "uma provocação de um pai que não aprende".

Segundo a imprensa argentina, o vídeo teria sido gravado na
madrugada de sexta-feira, poucas horas após o retorno de Agostina ao país. Antes de deixar o Brasil ruma à terra natal, a argentina negou ser racista, mas se disse da forma como reagiu à situação no bar. Com a repercussão das ações do pai, ela atestou nas redes sociais que não tem "absolutamente nada a ver com o que está circulando" e classificou as imagens como "lamentáveis". "Só posso responder pelas minhas próprias ações", escreveu ela.

Entenda o caso

Segundo a denúncia, a turista se envolveu em uma discussão com o gerente do bar, motivada por um suposto erro no pagamento da conta, em 14 de janeiro. A vítima das ofensas, então, foi verificar as imagens de câmeras de segurança e solicitou que a mulher permanecesse no local até a situação ser resolvida. Os xingamentos racistas, então, começaram e foram gravados pelo funcionário.

A advogada chamou trabalhadores do bar de \"negro\" no sentido pejorativo e, mais tarde, ao deixar o local, falou \"mono\" (macaco, em espanhol). Um vídeo mostra o momento em que ela aparece, já na rua, imitando os sons e movimentos de um macaco, enquanto uma outra mulher tenta levá-la embora.

Agostina chegou a ser presa, mas foi liberada horas depois mediante o cumprimento de medidas cautelares como retenção de passaporte, uso de tornozeleira eletrônica e proibição de deixar o país. Ela foi liberada para retornar a Buenos Aires na última quarta-feira, 1°, depois de pagar um caução equivalente a 60 salários mínimos (cerca de R$ 97 mil).

No Brasil, o crime
de injúria racial é equiparado ao de racismo, com pena de prisão de 2 a 5 anos, além do pagamento de uma multa. Ela seguirá respondendo o processo na Argentina, e, se condenada, cumprirá a pena em seu país natal.

EM ALTA

1A resposta de Ciro Gomes à fala de Lula de que ele é 'um pouco destemperado'

2Briga de Nikolas e Eduardo Bolsonaro ganha novo capítulo: 'Holofotes e fama te fizeram mal'

3O que revelam as pesquisas sobre Flávio x Lula no estado que costuma definir eleições

4Bruno Mafra cancela turnê após condenação pelo estupro das filhas; Entenda o caso

5BBB 26: Parcial de enquete aponta eliminação surpreendente no domingo

Tap highlighted text for details

Source Quality
Perspective
Context
Neutrality
Transparency
Logic