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Flávio Bolsonaro foi para os EUA em jatinho de empresário que negociou vacina superfaturada durante pandemia da Covid - Revista Fórum

revistaforum.com.br By Plinio Teodoro; Plínio Teodoro 2026-04-03 1262 words
BOLSONARISMO

Flávio Bolsonaro foi para os EUA em jatinho de empresário que negociou vacina superfaturada durante pandemia da Covid

Flávio Bolsonaro, a esposa e o advogado Willer Tomaz, amigo de longa data do senador, viajaram para a Flórida em jatinho da União Química, de Fernando Marques, que tem relações com o Centrão, de Ricardo Barros, e intermediu contrato superfaturado da vacina Sputnik com ministério de Eduardo Pazuello.

Flávio Bolsonaro foi para os EUA em jatinho de empresário que negociou vacina superfaturada durante pandemia da Covid

Enquanto se esquiva de comentar sobre o caso Master e voos de aliados, como Nikolas Ferreira (PL-MG), no avião de Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) agora terá que se explicar sobre a carona em um jatinho do empresário Fernando Marques, da União Química, que em 2021 chegou a firmar um contrato com o Ministério da Saúde, comandado pelo então general Eduardo Pazuello, para vender 10 milhões de doses da vacina russa Sputnik, contra a Covid-19, com superfaturamento de 2 dólares por ampola, durante a pandemia da Covid. Ministério da Saúde tentou usar modelo da Covaxin para comprar vacinas da Sputnik

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Segundo Aguirre Talento, Vinícius Valfré e Gustavo Côrtes, no jornal O Estado de S.Paulo nesta sexta-feira (3), Flávio, a esposa, Fernanda Bolsonaro, e o advogado Willer Tomaz viajaram para Flórida, nos EUA, no feriado de 1º de maio de 2025, em um jatinho da marca Bombardier, com capacidade para 13 pessoas, que pertence à União Química, de Fernando Marques. Em nota ao jornal, Flávio confirma a carona no jatinho e diz que "diferentemente de Lula, que utiliza aviões de amigos que têm empresas reguladas pelo governo, os voos tiveram caráter privado, com finalidade pessoal e familiar, não havendo qualquer contrapartida, favorecimento ou relação com a administração pública". O advogado, amigo de longa data de Flávio, vai na mesma linha dizendo que "os voos mencionados tiveram caráter estritamente privado, realizados no contexto de relação pessoal de amizade entre as partes. Os deslocamentos foram de natureza exclusivamente pessoal e familiar, sem qualquer vínculo comercial, prestação de serviços ou contrapartida de qualquer natureza"; Tomaz é dono de outra aeronave também usada por Flávio. Sputnik, Centrão e governo Bolsonaro

O que o Estadão não diz é que Fernando Marques foi o candidato mais rico - com patrimônio de R$ 668 milhões - a disputar uma vaga ao Senado em 2018, pelo partido Solidariedade, de Paulinho da Força (Solidariedade-SP). Outra informação relevante que o jornal "esquece" é que Marques tem um longo histórico de relação com o Centrão, especialmente com Ricardo Barros (PP-PR), ex-ministro da Saúde no governo golpista de Michel Temer (MDB), que seguiu influente durante a tumultuada gestão da área no governo Bolsonaro. Reportagem de Guilherme Mazieiro, Rafael Moro Martins e Tatiana Dias, no site The Intercept Brasil, em 8 de julho de 2021, revelou o contrato entre o Ministério da Saúde e a União Química, que atuaria como intermediária, para a compra de 10 milhões de doses da vacina Sputnik V, contra a Covid, ao preço de 11,95 dólares. Ao mesmo tempo, os governos de Bahia e Mato Grosso, que negociaram a compra diretamente com o Fundo Russo de Investimento Direto pagariam 9,95 dólares a dose. A diferença de 2 dólares por vacina garantiria 20 milhões de dólares para a intermediária União Química, de Fernando Marques.

Enquanto se esquiva de comentar sobre o caso Master e voos de aliados, como Nikolas Ferreira (PL-MG), no avião de Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) agora terá que se explicar sobre a carona em um jatinho do empresário Fernando Marques, da União Química, que em 2021 chegou a firmar um contrato com o Ministério da Saúde, comandado pelo então general Eduardo Pazuello, para vender 10 milhões de doses da vacina russa Sputnik, contra a Covid-19, com superfaturamento de 2 dólares por ampola, durante a pandemia da Covid.

LEIA TAMBÉM: Ministério da Saúde tentou usar modelo da Covaxin para comprar vacinas da Sputnik Flávio Bolsonaro teria oferecido R$ 5 milhões para depoente ir contra Lula na CPMI do INSS, denuncia deputado Advogado executado no Rio defendia amigo de Flávio Bolsonaro em disputa com Richarlison Flavio Bolsonaro e amigo sacaram R$ 1,5 milhão em caixa de cassino

Segundo Aguirre Talento, Vinícius Valfré e Gustavo Côrtes, no jornal O Estado de S.Paulo nesta sexta-feira (3), Flávio, a esposa, Fernanda Bolsonaro, e o advogado Willer Tomaz viajaram para Flórida, nos EUA, no feriado de 1º de maio de 2025, em um jatinho da marca Bombardier, com capacidade para 13 pessoas, que pertence à União Química, de Fernando Marques.

Em nota ao jornal, Flávio confirma a carona no jatinho e diz que "diferentemente de Lula, que utiliza aviões de amigos que têm empresas reguladas pelo governo, os voos tiveram caráter privado, com finalidade pessoal e familiar, não havendo qualquer contrapartida, favorecimento ou relação com a administração pública".

O advogado, amigo de longa data de Flávio, vai na mesma linha dizendo que "os voos mencionados tiveram caráter estritamente privado, realizados no contexto de relação pessoal de amizade entre as partes. Os deslocamentos foram de natureza exclusivamente pessoal e familiar, sem qualquer vínculo comercial, prestação de serviços ou contrapartida de qualquer natureza"; Tomaz é dono de outra aeronave também usada por Flávio.

Sputnik, Centrão e governo Bolsonaro

O que o Estadão não diz é que Fernando Marques foi o candidato mais rico – com patrimônio de R$ 668 milhões – a disputar uma vaga ao Senado em 2018, pelo partido Solidariedade, de Paulinho da Força (Solidariedade-SP).

Outra informação relevante que o jornal "esquece" é que Marques tem um longo histórico de relação com o Centrão, especialmente com Ricardo Barros (PP-PR), ex-ministro da Saúde no governo golpista de Michel Temer (MDB), que seguiu influente durante a tumultuada gestão da área no governo Bolsonaro.

Reportagem de Guilherme Mazieiro, Rafael Moro Martins e Tatiana Dias, no site The Intercept Brasil, em 8 de julho de 2021, revelou o contrato entre o Ministério da Saúde e a União Química, que atuaria como intermediária, para a compra de 10 milhões de doses da vacina Sputnik V, contra a Covid, ao preço de 11,95 dólares.

Ao mesmo tempo, os governos de Bahia e Mato Grosso, que negociaram a compra diretamente com o Fundo Russo de Investimento Direto pagariam 9,95 dólares a dose.

A diferença de 2 dólares por vacina garantiria 20 milhões de dólares para a intermediária União Química, de Fernando Marques.

No entanto, o negócio não chegou a ser fechado porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sob o comando do médico e contra almirante Antonio Barra Torres, não aprovou o medicamento por falta de dados e questões de segurança.

Lobista da União Química, Ricardo Barros afirmou à época ao Estadão que que iria pressionar politicamente e ameaçou "enquadrar" a diretoria da Anvisa, para eliminar exigências e agilizar a aprovação de vacinas contra a covid-19.

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