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Irã libera passagem humanitária e de nações amigas no Estreito de Ormuz

brasildefato.com.br By https://www.facebook.com/brasildefato 2026-04-04 536 words
O Irã aprovou a passagem de navios que transportam ajuda humanitária e insumos essenciais pelo Estreito de Ormuz neste sábado (4). Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, a informação foi divulgada por meio de uma nota do escritório de desenvolvimento comercial do Ministério da Agricultura iraniano.

De acordo com o documento, a decisão tem apoio total do governo e das forças armadas do país. Podem passar pelo canal sem nenhuma restrição embarcações que transportam produtos básicos, ítens vitais para subsistência e ração animal, por exemplo.

Além disso, embarcações comerciais da França, do Japão, de Omã, da Índia e do Panamá conseguiram cruzar o Estreito de Ormuz nos últimos dias, em uma sinalização do Irã de que o tráfego na região só está proibido para navios ligados aos Estados Unidos, a Israel e a nações que apoiam os dois países.

Informações da agência internacional de notícias Reuters apontam que três petroleiros omanenses, um porta- contêiner francês e um transportador de gás japonês atravessaram o canal recentemente. Além disso, um navio com bandeira indiana e um transportador de gás panamenho também conseguiram sair do golfo por águas iranianas.

Para evitar ataques, algumas das tripulações desligaram sistemas de identificação automática e passaram a transmitir mensagens de rádio declarando seus países de origem.

Omã e França já se posicionaram publicamente contra a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel e o Japão negocia sobre a situação diretamente com o Irã desde meados de março.

Piloto desaparecido

Em território iraniano, forças dos Estados Unidos conduzem uma operação de emergência para busca e resgate de um piloto de um caça abatido. A aeronave foi atingida por defesas antiaéreas na região central do Irã. Um dos oficiais foi resgatado mas o segundo permanece desaparecido.

Durante as operações de busca, dois helicópteros estadunidenses foram alvejados por disparos iranianos Tripulantes ficaram feridos, mas conseguiram deixar o espaço aéreo sem serem derrubados.

Agências internacionais noticiam ainda que um avião de ataque ao solo foi derrubado pelas defesas integradas do Irã nas proximidades do Estreito de Ormuz. As Forças Armadas do Irã também reivindicam oficialmente a destruição de um caça furtivo no centro do país, mas a informação não foi confirmada pelo Pentágono.

O incidente gerou manifestações políticas imediatas de ambos os governos. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, ironizou a situação das tropas dos EUA pelas redes sociais. Segundo ele, a estratégia de Washington foi rebaixada de uma operação de "mudança de regime" para pedidos de ajuda na busca por pilotos perdidos.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump confirmou a queda das aeronaves em entrevista. Segundo ele, o episódio não interrompeu as supostas negociações bilaterais em andamento. O Irã, porém, continua negando a existência de diálogo direto com os EUA.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, reforçou que o país está aberto à diplomacia com seus vizinhos por meio de acordos de segurança bilaterais e multilaterais, desde que sejam construídos sem a interferência dos Estados Unidos e de Israel.

Neste sábado (4), as ofensivas dos dois países atingiram uma fábrica de produtos farmacêuticos, um hospital psiquiátrico em Teerã e um edifício de pesquisa da Universidade Shahid Beheshti. Duas importantes usinas petroquímicas localizadas na província de Khuzistão também sofreram ataques diretos.

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