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Planalto resiste a PEC que estipula piso para assistência social

jornalggn.com.br By Milleny Ferreira 2026-04-03 375 words
Governo federal se posiciona contra PEC que cria piso mínimo de recursos para assistência social, por risco fiscal. Presidente da Câmara, Hugo Motta, pretende pautar votação da PEC que vincula recursos do SUAS à receita líquida da União. Medida prevê destinar 1% da receita anual à assistência social, impactando programas como Projovem e centros Cras.

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O governo federal tem se posicionado contra a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece um piso mínimo de recursos para a assistência social.

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Na última quinta-feira (2), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nas redes sociais que pretende pautar a votação do texto nos próximos dias. A proposta prevê vincular os recursos do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) à receita corrente líquida da União.

A principal preocupação do governo é que a medida crie uma despesa obrigatória permanente. De acordo com fontes, o Planalto foi surpreendido pela movimentação e avalia que a proposta pode gerar impacto significativo nas contas públicas a partir de 2027, além de provocar um efeito cascata.

O receio é que, em ano eleitoral, outras propostas semelhantes ganhem força no Congresso por seu apelo popular. Um exemplo citado é a PEC 14/2021, que prevê aposentadoria especial para agentes de saúde e pode gerar impacto de até R$ 2,5 bilhões anuais caso seja aprovada. O texto já avança no Senado sob condução do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

A PEC em discussão determina que pelo menos 1% da receita corrente líquida anual seja destinado à assistência social. Os recursos seriam aplicados em programas como a erradicação do trabalho infantil, iniciativas de inclusão de jovens, como o Projovem, e na manutenção de centros de referência, os chamados Cras.

A avaliação no governo é que Hugo Motta busca ampliar apoio entre deputados ao retomar o tema, em meio às articulações políticas para as eleições de outubro e também para a disputa pela presidência da Câmara, prevista para fevereiro do próximo ano.

Em publicação nas redes sociais, Motta afirmou que a Câmara "demonstra seu compromisso com as pessoas que mais precisam" ao pautar a proposta.

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