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Estadão critica Inquérito das Fake News e chama Moraes de 'inquisidor'

revistaoeste.com By Pâmela Zacarias 2026-04-04 381 words
Em editorial publicado neste sábado, 4, o jornal O Estado de S. Paulo criticou duramente a condução do Inquérito das Fake News pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O veículo afirmou que o desenvolvimento da investigação não deveria depender dos "humores do inquisidor", mas sim de critérios jurídicos objetivos.

A análise repercute uma declaração recente do presidente da Corte, Edson Fachin, que indicou a disposição do ministro Alexandre de Moraes em encerrar o processo.

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Origem do Inquérito das Fake News

O inquérito, que já tramita há sete anos sem denúncia ou arquivamento, é formalmente conhecido como Inquérito 4.781. O então presidente do STF, Dias Toffoli, instaurou o processo em 2019 de forma controversa, sem provocação da Procuradoria-Geral da República, e delegou-o ao ministro Alexandre de Moraes sem sorteio

Leia também: "Inquérito das fake news vai seguir até 2027, indica Moraes"

Entre os episódios incorporados à investigação estão o cartão de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro, a censura de matérias de veículos de imprensa e a desmonetização de influenciadores e plataformas digitais.

Para o Estadão, esse alargamento transformou o processo em uma investigação sem prazo e sem objeto definido, conduzida com falta de transparência.

"O País pode até não viver uma 'ditadura do Judiciário', mas está demonstravelmente muito mais próximo dela do que estava há sete anos."

"O País pode até não viver uma 'ditadura do Judiciário', mas está demonstravelmente muito mais próximo dela do que estava há sete anos."

'Juízo universal da democracia'

Segundo o jornal, a mecânica do inquérito resulta em um pacote de arbitrariedades, no qual o Supremo atua simultaneamente como investigador, acusador, juiz e vítima. O jornal faz um paralelo com a Operação Lava Jato, afirmando que o STF assumiu para si a figura de um "juízo universal da democracia".

"Os ministros justificam suas medidas de exceção para defender a Corte de ameaças excepcionais", afirma o editorial. "Mas hoje quem mais ameaça a integridade do STF são os próprios ministros. Cada vez mais o Supremo se afasta a passos largos da posição autoproclamada de guardião da democracia brasileira e caminha para se tornar o seu principal inimigo."

O editorial sustenta que o inquérito foi projetado como uma ferramenta de concentração de poder destinada a naturalizar medidas de exceção.

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