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Vídeo com discussão entre Mendonça e Moraes no STF não tem a ver com Vorcaro • Lupa

agencialupa.org By Ítalo Rômany 2026-04-01 429 words
Circula no Facebook e no WhatsApp um vídeo com um trecho de uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), em que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça aparecem em um momento de tensão durante uma discussão. Segundo a legenda que acompanha a publicação, Mendonça teria defendido a manutenção do sigilo de dados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. É falso.

Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação:

O ministro terrivelmente evangélico quer manter em sigilo os dados de Daniel Vorcaro banco Master e do cunhado pastor Fabiano Zettel, ligados à igreja Batista da Lagoinha Belo Horizonte
– Legenda de post que circula no Facebook com mais de 800 visualizações

O ministro terrivelmente evangélico quer manter em sigilo os dados de Daniel Vorcaro banco Master e do cunhado pastor Fabiano Zettel, ligados à igreja Batista da Lagoinha Belo Horizonte

– Legenda de post que circula no Facebook com mais de 800 visualizações

O vídeo não tem qualquer relação com o caso do Banco Master. O trecho que circula nas redes é de 23 de abril de 2025 e tratava sobre o julgamento que define os limites para a quebra de sigilo de usuários da internet com base em buscas em sites de pesquisa.

O caso analisado foi apresentado pelo Google contra uma ordem judicial no âmbito das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018.

No canal do STF no YouTube, a partir do minuto 38, é possível observar o momento em que Mendonça discute os limites da investigação e é interrompido por Moraes.

Para Mendonça, a quebra de sigilo de buscas na internet não poderia alcançar um grupo indefinido de pessoas. "Uma coisa
é eu pegar um suspeito A, quebrar todos os e-mails dessa pessoa e vou ter as comunicações das pessoas com esse determinado indivíduo. Outra coisa é eu abrir para um número indeterminado de pessoas que falaram com outras N pessoas", afirmou Mendonça.

Alexandre de Moraes, por sua vez, discorda do ministro André Mendonça, que considerou a medida constitucional, desde que atendesse a critérios claros e devidamente fundamentados.

Para o Google, a quebra de sigilo com base em palavras-c
have buscadas nas plataformas online viola a privacidade, a proteção de dados e as liberdades de comunicação garantidas pela Constituição Federal.

O julgamento foi paralisado em setembro de 2025, após o ministro Dias Toffoli pedir vista (mais tempo para análise).

Checagem similar foi produzida por Aos Fatos, Estadão Verifica e Reuters.

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