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PL na bancada de MG na Câmara e PSD e PT na Assembleia ampliam força no fim da janela partidária

otempo.com.br By Clarisse Souza 2026-04-04 724 words
As mudanças realizadas por deputados federais e estaduais durante a janela partidária transformaram o PL no partido com o maior número de parlamentares na bancada mineira da Câmara Federal e o PSD e o PT em legendas majoritárias na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A janela partidária é o período em que os deputados poderiam trocar de sigla para disputar as eleições de 2026 sem o risco de perder o mandato. Iniciada em 5 de março, a possibilidade de mudança se encerrou nesta sexta-feira (3/4).

A reportagem contabilizou as alterações com base em informações dos próprios parlamentares e representantes dos partidos, em contatos feitos até as 18h desta sexta-feira. Existe a possibilidade de que outras mudanças tenham ocorrido após o horário, com a obrigatoriedade de que as alterações tenham sido informadas ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) até as 23h59.Leia também: CPMI do INSS e Eduardo Cunha: os motivos do desembarque de parlamentares de Minas do Republicanos

Na bancada de Minas na Câmara, o PL passou de 10 para ao menos 14 parlamentares, um aumento de 40%. Até então, a liderança no número de deputados era exercida ao lado do PT, que manteve 10 filiados com mandatos na Casa no fechamento da janela. Com as migrações dos últimos dias, porém, passaram a integrar o Partido Liberal as deputadas federais Greyce Elias e Delegada Ione, que desembarcaram do Avante, e os deputados Dr. Frederico e Lafayette Andrada, que deixaram o Republicanos e o PRD, respectivamente.

A janela partidária também resultou no crescimento do PSD, que passou de cinco para seis parlamentares na Câmara dos Deputados. O União Brasil, que tinha três representantes na Casa, agora tem cinco integrantes. Já o PP, que contava com três deputados, passou a ter quatro. PSOL e Rede também registraram saldo positivo: o primeiro tinha apenas uma parlamentar e agora conta com duas, após a filiação de Duda Salabert, que se desligou do PDT. A Rede, por sua vez, não tinha representante na Câmara Baixa e passou a contar com o deputado André Janones, ex-Avante.

Em contrapartida, a janela partidária resultou no encolhimento de quatro legendas. A bancada mineira do Avante, por exemplo, saiu de cinco para apenas um parlamentar. O PRD passou de três para um único representante, enquanto o Solidariedade, que tinha dois integrantes na bancada, agora não tem nenhum mineiro como representante. Interlocutores apontam, porém, que as mudanças nas três siglas teriam sido orquestradas pelos próprios dirigentes, visando cálculos eleitorais. O PDT, que tinha dois representantes, também encolheu ao passar para apenas um parlamentar.

Na Assembleia de Minas Gerais o PSD, que tinha 11 deputados, assumiu a primeira colocação ao perder um e ganhar quatro, chegando a 14. Com as novas adesões, a legenda se igualou ao PT, que tinha 12 e chegou a 14 com as alterações na janela partidária. O PL ficará como a terceira maior bancada, ao pular de 11 para 12 no fechamento do prazo para as mudanças. O União passou de três para sete. O PV, que ganhou um deputado, e o PP, com uma baixa, estão na sequência, com 5 parlamentares.

O presidente do PSD em Minas Gerais, Cássio Soares, comemorou as filiações e disse que as mudanças ampliaram a capilaridade do partido no estado. Como exemplo citou a filiação de João Magalhães, que era do MDB, deputado com votação na região de Manhuaçu, na Zona da Mata. "Fizemos todas mudanças com a maior harmonia possível. Já havíamos feito o maior número de prefeitos nas eleições de 2024. Agora, conseguimos a maior bancada na Assembleia Legislativa", disse Soares. Segundo a presidente estadual do PT, deputada Leninha, as decisões sobre entradas e saídas de filiados à legenda são tomadas democraticamente.

O encerramento da janela decretou ainda o fim da representação de duas legendas na Assembleia. O PSOL, partido ao qual era filiada a deputada Bela Gonçalves, deixa o Poder Legislativo com a mudança da parlamentar para o PT. Na mesma linha, o Mobiliza não está mais entre os partidos com representantes na Casa ao ver seu único deputado, Grego da Fundação, mudar para o União Brasil. As legendas com mandato único são a Rede, que tinha dois, PRD, que antes atuava na Casa com três deputados, e o MDB, legenda do presidente do Poder Legislativo, Tadeu Leite, que passa a ser o único filiado à sigla com mandato na Assembleia.

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