Na era do ESG, segurança hídrica e saneamento básico entram na pauta das empresas
Esse é um dos temas que serão debatidos no Seminário Saneamento em Foco, organizado por O TEMPO em parceria com a Copasa, na quinta-feira (9/4). Em quatro painéis, serão discutidos os papéis de agentes públicos e privados, oportunidades e desafios do setor.
A discussão não escapa ao ESG – sigla em inglês para a política ambiental, social e de governança. Especialmente nas empresas de capital aberto, a responsabilidade socioambiental é um pilar importante para atrair e reter investidores. E o saneamento básico está na base dela, lembra a gerente do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), Gabriela Otero.
"O saneamento dialoga com outros usos da água. Ele é o alicerce, porque, para ter acesso a água potável, temos que ter tratamento adequado de esgoto e uma rede de drenagem eficiente. Se esses serviços não forem bem-feitos, há risco à segurança hídrica, porque se contamina fontes de água e lençóis d'água usados pela indústria e pela população", diz.
Leia também. Brasil precisa investir até R$ 900 bilhões em saneamento básico para alcançar metas
O Pacto Global é uma iniciativa global de sustentabilidade corporativa que define metas concretas para as empresas signatárias – quase 2.000 no Brasil. Entre os projetos do plano, está o projeto Movimenta + Água, que monitora ações de empresas para contribuir com as metas nacionais do Marco Legal do Saneamento Básico, que inicialmente precisam ser cumpridas até 2033.
"São dois compromissos no saneamento: alcançar 99% da população com água potável e 90% com acesso a esgotamento, em alinhamento com o Marco Legal. As empresas que estão no pacto assumem esse compromisso e vão reportando o avanço territorial delas. Há outros dois. Em um, a empresa precisa apoiar algum projeto que ajude a restaurar paisagens visando a recarga hídrica, como SOS Mata Atlântica e WWF. A última é reduzir em 25% o consumo de água em todo o processo produtivo", detalha.
Hoje, há 73 organizações comprometidas com a iniciativa, como a Copasa e a Sabesp – que atua em São Paulo. "O setor empresarial consegue mobilizar de forma mais rápida recursos para investimento e é quem acaba tendo mais agilidade e acesso a tecnologias descentralizadas para agir rápido. Muitas vezes, os entes públicos têm regras que não entendem ou não conseguem acompanhar o que temos hoje em termos de tecnologia e recursos", pontua Otero.
Ela menciona o exemplo de uma concessionária privada em Manaus, que instalou a tubulação de saneamento em uma comunidade de casas de palafita com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento. "Muitas vezes, ficamos com a cabeça só no saneamento tradicional, mas temos um contingente enorme de pessoas em ocupações irregulares ou áreas de vulnerabilidade geográfica. Vamos simplesmente não fazer nada porque as pessoas estão em localidades de difícil acesso ou não regularizadas? Tem que haver formas".
Sem 'água fácil' para empresas
Também há formas de incorporar o saneamento nas próprias políticas de ESG das organizações. Após a privatização em 2024, a Sabesp, em São Paulo, alterou a forma de bonificação dos executivos, que passou a ser atrelada ao cumprimento de metas de universalização do serviço, diz a integrante do Conselho de Administração da empresa Karla Bertocco.
"Não adianta ter bons resultados financeiros se não seguirem as metas estabelecidas em contrato. Os executivos não podem estar preocupados só em ter retorno financeiro, que também é importante", enfatiza.
A gerente do Pacto Global, Gabriela Otero, acrescenta que, além das próprias concessionárias, empresas que são grandes consumidoras de água também devem inovar nas soluções pela segurança hídrica. "Tenho visto um movimento de empresas de bebida, por exemplo, que não estão mais distribuindo bebidas já envasadas, e sim insumos para o preparo ser realizado no território de distribuição, evitando consumo de água em certas regiões e colocando menos carga no transporte, assim emitindo menos poluentes. A água é cada vez mais difícil de ser captada. Não existe mais água fácil", finaliza.
Serviço
O TEMPO Seminários: Saneamento em Foco Data: 9/4/2026 Horário: 8h Local: auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (avenida João Pinheiro, 495 - Belo Horizonte)
Painéis:
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Source Quality
Source classification (primary/secondary/tertiary), named vs anonymous, expert credentials, variety
Summary
Good named expert sources with organizational affiliations, though limited to two primary sources.
Specific Findings from the Article (4)
"Gabriela Otero"
Named expert source with organizational affiliation
Named source"gerente do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), Gabriela Otero"
Expert with clear credentials and organizational position
Expert source"Karla Bertocco"
Named source with organizational role
Named source"integrante do Conselho de Administração da empresa Karla Bertocco"
Expert source with specific organizational position
Expert sourcePerspective Balance
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Specific Findings from the Article (3)
"serão discutidos os papéis de agentes públicos e privados"
Acknowledges both public and private sector roles
Balance indicator"Muitas vezes, os entes públicos têm regras que não entendem ou não conseguem acompanhar"
Presents perspective on public sector limitations
Balance indicator"O setor empresarial consegue mobilizar de forma mais rápida recursos para investimento"
Primarily positive framing of private sector role
One sidedContextual Depth
Background information, statistics, comprehensiveness of coverage
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Specific Findings from the Article (4)
"Brasil precisa investir até R$ 900 bilhões em saneamento básico"
Provides specific financial data
Statistic"Marco Legal do Saneamento Básico, que inicialmente precisam ser cumpridas até 2033"
Provides policy context and timeline
Background"alcançar 99% da população com água potável e 90% com acesso a esgotamento"
Provides specific policy targets
Context indicator"73 organizações comprometidas com a iniciativa"
Provides quantitative data on participation
StatisticLanguage Neutrality
Absence of loaded, sensationalist, or politically biased language
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Completely neutral, factual language throughout with no sensationalism.
Specific Findings from the Article (3)
"Em um momento de pressão sobre os recursos naturais"
Neutral descriptive language
Neutral language"serão discutidos os papéis de agentes públicos e privados"
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Neutral language"A discussão não escapa ao ESG"
Factual, non-sensational language
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Specific Findings from the Article (2)
"bra a gerente do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), Gabriela Otero. "O sane"
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Quote attribution"diz a integrante do Conselho de Administração da empresa Karla Bertocco"
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Quote attributionLogical Coherence
Internal consistency of claims, absence of contradictions and unsupported causation
Summary
No logical issues detected; consistent arguments and claims.
Core Claims & Their Sources
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"Water security and basic sanitation are becoming priorities for private companies in Brazil's ESG context"
Source: Gabriela Otero, UN Global Compact manager, and Karla Bertocco, Sabesp board member Named secondary
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"Brazil needs to invest up to R$900 billion in basic sanitation to meet targets"
Source: Unattributed statistic in the article Unattributed
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"Private sector can mobilize resources more quickly than public entities for sanitation investments"
Source: Gabriela Otero, UN Global Compact manager Named secondary
Logic Model Inspector
ConsistentExtracted Propositions (6)
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P1
"Brazil aims to achieve 99% population access to drinking water and 90% access to sewage by 2033"
Factual -
P2
"73 organizations are committed to the UN Global Compact water initiative in Brazil"
Factual -
P3
"Sabesp changed executive bonuses to link them to universalization targets after privatization in 2024"
Factual -
P4
"Inadequate sewage treatment and drainage causes contamination of water sources and aquifers → risk to water security"
Causal -
P5
"Private sector investment and technology access causes faster action on sanitation projects"
Causal -
P6
"Linking executive bonuses to universalization targets causes alignment with public service goals"
Causal
Claim Relationships Graph
View Formal Logic Representation
=== Propositions === P1 [factual]: Brazil aims to achieve 99% population access to drinking water and 90% access to sewage by 2033 P2 [factual]: 73 organizations are committed to the UN Global Compact water initiative in Brazil P3 [factual]: Sabesp changed executive bonuses to link them to universalization targets after privatization in 2024 P4 [causal]: Inadequate sewage treatment and drainage causes contamination of water sources and aquifers → risk to water security P5 [causal]: Private sector investment and technology access causes faster action on sanitation projects P6 [causal]: Linking executive bonuses to universalization targets causes alignment with public service goals === Causal Graph === inadequate sewage treatment and drainage -> contamination of water sources and aquifers risk to water security private sector investment and technology access -> faster action on sanitation projects linking executive bonuses to universalization targets -> alignment with public service goals
All claims are logically consistent. No contradictions, temporal issues, or circular reasoning detected.