André Mendonça é o novo relator do caso Master no STF
Com a saída do ministro, o inquérito sobre a suposta fraude de R$ 12,2 bilhões do Master em emissão de títulos de crédito falsos foi redistribuído em sorteio eletrônico. Foi retirado do sorteio, além de Toffoli, o presidente do STF Edson Fachin, que está a cargo de funções administrativas.
O que aconteceu?
O Supremo retirou de Dias Toffoli o inquérito sobre a fraude bilionária do banco Master. Ele era relator desde dezembro de 2025, quando puxou a investigação para o STF a pedido da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro. A saída foi acordada entre os ministros da Corte nesta quinta-feira como resposta à escalada da pressão sobre o então relator.
A situação chegou a um impasse na última segunda-feira (9) quando a Polícia Federal (PF) entregou um relatório que liga Toffoli à investigação. O tribunal, entretanto, não reconheceu a suspeição do ministro na nota que informou a saída dele da relatoria. Os ministros analisam que todos os atos dele foram válidos e desprezam a existência de suspeição ou impedimento.
Apesar disso, a presidência do STF disse ter recebido um pedido de Toffoli para redistribuição do processo. "A pedido do ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à presidência do tribunal questões para o bom andamento dos processos e considerados os altos interesses institucionais, a presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob sua relatoria para que a presidência promova a livre redistribuição", informam os ministros em nota conjunta.
Menções a Toffoli
A relatoria de Toffoli é colocada sob suspeitas pela opinião pública desde que o colunista do jornal "O Globo" Lauro Jardim revelou que o ministro viajou ao lado do advogado do ex-diretor do Master Luiz Antônio Bull. Toffoli e Augusto de Arruda Botelho tomaram um voo privados juntos rumo a Lima, Peru, para assistir à final da Libertadores.
Quinze dias após assumir a relatoria da investigação, Toffoli autorizou a PF a tomar novos depoimentos, mas restringiu as oitivas às salas de audiência do STF. À época, o ministro justificou que os depoimentos deveriam ser "gravados e acompanhados" pelos juízes auxiliares do próprio gabinete.
Toffoli também determinou que os documentos e as informações enviadas pela 10ª Vara Federal da Justiça do Distrito Federal ficassem sob custódia do STF. O ministro atribuiu a decisão à necessidade de "afastar eventuais nulidades" e alcançar "resultados efetivos, com a estrita observância do processo legal".
As críticas levaram Toffoli a recuar em determinados episódios. O ministro chegou a determinar uma acareação entre o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa e Vorcaro, mas voltou atrás e excluiu Aquino, que não é investigado.
O ministro também recuou após insistir que todo o material apreendido pela PF durante a segunda fase da operação, realizada em janeiro, ficasse custodiado no STF. Toffoli transferiu a custódia para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e, mais tarde, liberou quatro peritos criminais da autoridade policial a analisarem o acervo probatório.
Tayayá Resort
Pressionado, Toffoli admitiu, nesta quinta-feira, ser sócio dos irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli no Tayayá Resort, em Ribeirão Claro (PR). Os irmãos foram sócios do Arleen Investimentos, cujo sócio oculto, segundo revelou o jornal "O Estado de S. Paulo", é Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, entre setembro de 2021 e fevereiro de 2025.
O ministro, no entanto, negou conhecer Zettel e, ainda, "qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima" com Vorcaro. "Por fim, o ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel", concluiu, em manifestação nesta quinta.
Toffoli também alegou que a sociedade com os irmãos é registrada na Junta Comercial e que faz prestações anuais à Receita Federal. "Todos os atos e informações da (empresa) Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição", pontuou.
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Logic Issues Detected
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Contradiction (high)
Conflicting values for 'the': 12.2 vs 9
"Heuristic: Values conflict between P1 and P3"
Core Claims & Their Sources
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"Minister André Mendonça was drawn to take over the Banco Master inquiry, replacing Dias Toffoli."
Source: Attributed to the event/action of the Supreme Court (STF). Named source
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"Minister Dias Toffoli requested the redistribution of the case due to institutional interests, despite the court not recognizing any suspicion or impediment against him."
Source: Attributed to a joint note from the ministers and Toffoli's request. Named source
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"Toffoli's role as rapporteur has been under public suspicion due to reported associations with figures linked to the case."
Source: Based on reports from journalists Lauro Jardim (O Globo) and O Estado de S. Paulo. Tertiary source
Logic Model Inspector
Inconsistencies FoundExtracted Propositions (6)
-
P1
"The alleged fraud involves R$ 12.2 billion."
Factual In contradiction -
P2
"Toffoli became rapporteur in December 2025."
Factual -
P3
"The PF delivered a report linking Toffoli to the investigation on Monday, 9th."
Factual In contradiction -
P4
"Toffoli is a partner with his brothers in the Tayayá Resort."
Factual -
P5
"Escalating pressure and a PF report causes an impasse, resulting in Toffoli's request to step down."
Causal -
P6
"Criticism led Toffoli to reverse causes certain decisions during the investigation."
Causal
Claim Relationships Graph
Detected Contradictions (1)
View Formal Logic Representation
=== Propositions === P1 [factual]: The alleged fraud involves R$ 12.2 billion. P2 [factual]: Toffoli became rapporteur in December 2025. P3 [factual]: The PF delivered a report linking Toffoli to the investigation on Monday, 9th. P4 [factual]: Toffoli is a partner with his brothers in the Tayayá Resort. P5 [causal]: Escalating pressure and a PF report causes an impasse, resulting in Toffoli's request to step down. P6 [causal]: Criticism led Toffoli to reverse causes certain decisions during the investigation. === Constraints === P1 contradicts P3 Note: Conflicting values for 'the': 12.2 vs 9 === Causal Graph === escalating pressure and a pf report -> an impasse resulting in toffolis request to step down criticism led toffoli to reverse -> certain decisions during the investigation === Detected Contradictions === UNSAT: P1 AND P3 Proof: Heuristic: Values conflict between P1 and P3