C
21/30
Fair

Morte de Dante Michelini foi vingança por Araceli, diz defesa de preso

agazeta.com.br By Vilmara Fernandes 2026-02-12 485 words
Nas duas oportunidades em que conversou com seus advogados de defesa, Willian Santos Manzoli, de 28 anos, foi categórico ao afirmar que o assassinato de Dante Michelini foi motivado por seu desejo de vingar a morte de Araceli Cabrera Crespo. E nega ter sido influenciado por chacota de traficantes.

"Ele confirmou ter matado e decapitado a vítima no sítio em Meaípe. Porém, garante que a motivação não foi a suposta chacota vinda de traficantes por ele ter sido agredido por um 'jack', referência no tráfico a estuprador, como disse a polícia", assinala Ricardo Gilbert Côco, que representa Willian, em parceria com a advogada Yara Karlla Rodrigues Januth.

Willian ficou indignado com os detalhes do crime de Araceli, ocorrido 25 anos antes dele nascer, e com as informações de que os acusados não foram condenados. Sua revolta foi por ter um filho.

"Ele disse que teve o sentimento de fazer justiça, ao pensar no sofrimento da família de Araceli e que o mesmo poderia ter ocorrido com seu filho", contou Ricardo Gilbert Côco.

Deu aos advogados alguns detalhes do assassinato, dizendo que não roubou nenhum objeto de valor da casa, e que a incendiou para que todos os pertences de Dante fossem destruídos.

"Disse que matou, que houve agressões sexuais, sem detalhar, que retirou os olhos, decapitou a vítima e que 'deu bonde' na cabeça ao se referir ao descarte no rio. E que incendiou a casa para que tudo fosse destruído. E se colocou à disposição para uma possível reconstituição da cena do crime", conta Ricardo.

Próximos passos

A preocupação dos advogados agora é com a saúde de seu cliente. "Willian sofre de problemas mentais, toma diversos remédios controlados e está instável, dando socos na parede da cela".

Eles questionam a forma como ele foi ouvido pela polícia. "Em circunstâncias que configuram constrangimento ilegal, resultando em declarações que não refletem sua vontade livre e espontânea, e cuja validade será oportunamente contestada em juízo", assinalam.

Querem que seja realizado um novo depoimento apontando que as declarações feitas pela polícia sobre o crime foram "precipitadas e unilaterais".

"É imperioso destacar que o ordenamento jurídico brasileiro garante a todo indivíduo, investigado ou acusado, o sagrado direito à presunção de inocência e ao devido processo legal, pilares do Estado Democrático de Direito que serão zelosamente observados e defendidos pela equipe jurídica", acrescentaram.

Por último afirmam que ainda não obtiveram acesso integral ao processo. "Essa ausência de acesso pleno impede uma análise aprofundada e pormenorizada dos elementos probatórios e das circunstâncias fáticas, fundamental para a construção de uma defesa robusta e completa", finalizam informando que a transferência de Willian para um local mais seguro foi negada.

LEIA MAIS COLUNAS DE VILMARA FERNANDES

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta.

Tap highlighted text for details

Source Quality
Perspective
Context
Neutrality
Transparency
Logic