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Passagens no Entorno chegam a R$ 12,35 com reajuste de tarifa

metropoles.com By Arthur de Souza 2026-02-14 582 words
Passagens no Entorno chegam a R$ 12,35 com reajuste de tarifa

O aumento aprovado pela ANTT nessa quinta-feira (12/2) foi de 2,546% e passa vigorar em 22 de fevereiro

atualizado

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Após a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovar, na tarde de quinta-feira (12/2), o reajuste tarifário das linhas que fazem o transporte público entre o Entorno e o Distrito Federal em 2,546%, os valores na catraca podem chegar a R$ 12,35.

Confira como deve ficar o novo valor em algumas cidades:

Águas Lindas (GO)Atual: R$ 11,15Com o reajuste: R$ 11,43

Cidade Ocidental (GO)Atual: entre R$ 5,95 e R$ 10Com o reajuste: R$ 6,10 e 10,25

Luziânia (GO) – trecho até TaguatingaAtual: entre R$ 10,70 e R$ 12,05Com o reajuste: R$ 10,97 e R$ 12,35

Planaltina (GO)Atual: R$ 11,35Com o reajuste: R$ 11,63

Valparaíso (GO)Atual: entre R$ 5,05 e R$ 9,15Com o reajuste: R$ 5,18 e R$ 9,39

O novo valor passa a vigorar a partir de 22 de fevereiro. Segundo a ANTT, a medida decorre de um processo técnico, transparente e previsto em norma, estruturado para assegurar a continuidade e a adequada prestação do serviço, sem perder de vista o usuário, elemento central da política pública de transporte.

A agência ressaltou que o reajuste tarifário é um instrumento técnico indispensável para manter a operação do serviço em condições adequadas de funcionamento.

O secretário-executivo da Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros (Anatrip), Gabriel Oliveira, disse ao Metrópoles que a entidade não defende o aumento de tarifa.

"Mas, sem subsídio e sem o consórcio interfederativo prometido, o reajuste vira a única forma de manter o transporte do Entorno funcionando", pontuou.

Ele lembrou que, após a concessão da Rodoviária do Plano Piloto, surgiu a tarifa de acostagem. "A suspensão (do reajuste) acabou sem o consórcio sair do papel e a dívida já passa de R$ 4 milhões, custo que recai direto sobre um passageiro que não tem subsídio", lamentou Gabriel.

O caminho, de acordo com o gestor da Anatrip, é a implementação do consórcio. "Temos que garantir investimento público e parar de jogar a conta no colo de quem depende do ônibus todos os dias", avaliou.

Andamento do consórcio

"Como esses serviços não contam com subsídio público, os custos necessários à sua prestação precisam ser absorvidos pela própria tarifa, o que faz com que as atualizações acabem sendo percebidas diretamente pelo usuário", pontuou a ANTT.

Em nota, o governo de Goiás disse ser contrário a qualquer reajuste no transporte semiurbano do Entorno do Distrito Federal. "Embora Goiás e o Distrito Federal atuem de forma conjunta para resolver o problema, não têm encontrado respaldo da União", apontou.

"A proposta de criação de um consórcio entre União, Goiás e Distrito Federal foi barrada pela ANTT, o que impede a participação do governo federal, apesar de a União ser a responsável pela regulação do sistema", ressaltou o texto.

Segundo o governo goiano, a decisão obriga Goiás e o DF a "assumirem sozinhos" custos e responsabilidades, inclusive passivos, "o que onera de forma exagerada os entes e rompe o equilíbrio federativo".

Também por meio de nota, a Secretaria do Entorno do DF (SEENT) disse que está em tratativas, desde o ano passado, para a criação de um consórcio de mobilidade com a participação do GDF e do estado de Goiás, para gestão do transporte público no Entorno.

"O Protocolo de Intenções, após aprovação do GDF, encontra-se em análise pelo governo goiano e depende de aprovação legislativa em ambas as unidades da Federação", pontuou.

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