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12 horas de jornada e fim das férias de um mês: reforma trabalhista de Milei desencadeia revolta na Argentina - Revista Fórum

revistaforum.com.br By Yuri Ferreira 2026-02-13 418 words
MILEI

12 horas de jornada e fim das férias de um mês: reforma trabalhista de Milei desencadeia revolta na Argentina

Empresas podem oferecer folgas em troca de horas extras e salário mínimo não seria mais obrigatório; proposta ainda deve passar pela Câmara

Senado da Argentina aprovou reforma trabalhista de Javier Milei em 11 de fevereiro, permitindo jornadas de até 12 horas e alterando cálculo de indenizações.

Manifestações em Buenos Aires contra a reforma em 12 de fevereiro resultaram em confrontos, feridos e detenções.

Reforma propõe "salário dinâmico", redução de benefícios por doença, flexibilização de férias e pagamento em moeda estrangeira.

O Senado da Argentina aprovou, na madrugada de 11 de fevereiro, a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei, incluindo a possibilidade de ampliação da jornada para até 12 horas diárias por meio de banco de horas. O texto recebeu 42 votos favoráveis e 30 contrários, após mais de 13 horas de sessão, e segue para análise da Câmara dos Deputados.

Nesta quinta-feira (12), manifestações massivas foram registradas em Buenos Aires contra a proposta, considerada uma destruição completa dos direitos trabalhistas pelos setores da oposição argentina.

Houve confrontos entre manifestantes e forças de segurança, com uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Segundo relatos da imprensa local, ao menos 15 pessoas ficaram feridas, entre civis e quatro policiais, e cerca de 30 foram detidas.

O que diz a proposta de Milei

A proposta altera pontos centrais da legislação trabalhista vigente desde 1974. Entre as mudanças está a modificação do cálculo das indenizações por demissão, que passa a excluir itens como o décimo terceiro salário e outros adicionais não mensais da base de cálculo.

A proposta ainda cria um chamado "salário dinâmico" baseado em metas, podendo ser inferior ao mínimo obrigatório. A proposta também apresenta redução de benefícios em casos de doença ou acidente fora do trabalho (50-75% do salário).

O pagamento de salários deverá ocorrer exclusivamente por meio bancário ou por provedores de pagamento, com possibilidade de uso de moedas estrangeiras, criando um novo passo rumo à dolarização do país.

O texto limita ainda a chamada "ultraatividade" dos acordos coletivos, reduzindo sua vigência após o vencimento, e estabelece que convenções firmadas por empresa possam prevalecer sobre acordos nacionais de categoria.

A lista de serviços considerados essenciais foi ampliada, determinando a manutenção de 75% das atividades durante greves nesses setores e de 50% nos chamados serviços "transcendentais", reduzindo consideravelmente o direito à greve.

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