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Caso Copasa, Operação Rejeito e isenções fiscais revelam padrão do governo Zema, avalia oposição

otempo.com.br By Hermano Chiodi 2026-02-13 440 words
Deputados da oposição ao governador Romeu Zema (Novo) afirmam que a condução do governo estadual diante da confissão de corrupção feita pelo ex-presidente do Conselho de Administração da Copasa, Hamilton Amadeo, expôe um padrão recorrente de silêncio e blindagem na atual administração.

"Minas nunca viu tanta corrupção como agora. Mas parece ser tudo blindado. É Operação Rejeito, Copasa, Cemig, isenções fiscais, doações de campanha. E o que vem pela frente pode ser muito pior. Aguardem", afirmou o deputado estadual Professor Cleiton (PV).

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Como exemplo, Cleiton citou a Operação Rejeito, da Polícia Federal, que apurou um suposto esquema de corrupção para a liberação de alvarás de mineração em órgãos vinculados à Secretaria de Estado de Meio Ambiente. À época, servidores chegaram a ser afastados, mas, na avaliação da oposição, o governo teria falhado ao permitir que ocupantes de cargos estratégicos mantivessem condições para a prática dos crimes.

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Ele também destacou o comportamento diante da crítica de deputados sobre a falta de transparência nas isenções fiscais concedidas à empresas do estado, que no orçamento de 2026 estão previstas em cerca de R$ 24 bilhões, acima do déficit previsto para o ano. Primeiro o governo prometeu dar publicidade aos fatos, depois voltou atrás e manteve sigilo em relação às empresas favorecidas pela política de incentivos.

Contexto

As declarações foram feitas após a divulgação, na quinta-feira (12/2), de detalhes da investigação que envolve Hamilton Amadeo. O ex-diri
gente da Copasa é alvo de questionamentos na Assembleia após admitir, em delacão, o pagamento de propina para obtenção de concessões de água e esgoto enquanto presidia a Aegea, uma das maiores empresas de saneamento do país e apontada como possível interessada na privatização da Copasa.

"As denúncias feitas na delação não atingem diretamente a concessão em Minas, mas são os mesmos envolvidos e o mesmo modus operandi. Precisamos estar atentos. A população de Minas não pode ser lesada outra vez pelas mesmas pessoas que buscam benefícios concentrados para alguns bilionários às expensas do povo trabalhador", afirmou o parlamentar.

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Até a publicação desta reportagem, o governador Romeu Zema e o vice-governador Mateus Simões (PSD) não haviam dado declarações pessoais sobre o caso que culminou na renúncia de Hamilton Amadeo.

O governo estadual respondeu por meio de nota da Copasa, n
a qual a companhia informa que Amadeo apresentou renúncia ao cargo de presidente do Conselho de Administração, com efeitos imediatos.

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