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Corinthians: entre o retrocesso e o futuro

revistaoeste.com By Eugenio Goussinsky 2026-02-14 366 words
O Conselho Deliberativo do Corinthians realizou nesta semana a última audiência pública com propostas para a reforma do estatuto do clube. O atual estatuto do Corinthians é de 2008. A última atualização ocorreu em 2016. Com as novas legislações do esporte, poderia ser considerado um retrocesso se não houver alteração.

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Uma das preocupações de alguns conselheiros foi o baixo comparecimento em todas as reuniões sobre o tema. Nesta última, cerca de 70 compareceram, número baixo se for levado em conta que o clube tem 300 conselheiros. A votação do novo texto ocorrerá em março, sem data ainda definida. O projeto primeiro terá de ser aprovado pelos conselheiros e depois pelos sócios em assembleia-geral.

Há a tese, entre membros do conselho, de que muitos dos conselheiros estejam reticentes em votar mudanças no estatuto, em função do medo de perderem privilégios. Uma das que defendem as alterações é a conselheira Miriam Athiê. "Se houver as mudanças, o Corinthians dará um salto para o futuro", afirma ela a Oeste.

"Acho que as mudanças propostas são positivas e o Corinthians precisa se modernizar diante de novas legislações como a reforma tributária, lei geral do Esporte e Profut."A Comissão de Reforma Estatutária está compilando as principais propostas, debatidas em todas as audiências desde 2024, para finalizar um texto. No entanto, há a possibilidade de cada tema ser votado em separado, em função de sua relevância.

Um deles diz respeito à inclusão de um artigo que abra a possibilidade de o clube se tornar Sociedade Anônima do Futebol. Mesmo se houver a mudança, isso não garantiria a transformação em empresa, que precisaria de uma aprovação de 2/3 em uma outra votação.

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Outros pontos abordados nas audiências serão incluídos no texto: permissão para que torcedores do Fiel Torcedor votem; ampliação do mandato do presidente (de três para quatro anos); impedimento do exercício do voto por associados inadimplentes, ainda que regularizem seus débitos até seis meses antes da eleição; proibição da distribuição de brindes em campanhas eleitorais; vedação ao abuso de poder econômico; e restrições à realização de celebrações de caráter eleitoral.

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