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Professora é morta a facadas por aluno em faculdade de Rondônia - Revista Fórum

revistaforum.com.br By Júlia Motta 2026-02-07 596 words
FEMINICÍDIO

Professora é morta a facadas por aluno em faculdade de Rondônia

Autor do crime afirmou em depoimento que mantinha relacionamento com a vítima e não aceitava o término

Professora de Direito, Juliana Santiago, 41, foi morta a facadas por um aluno, João Cândido, na Fimca em Porto Velho (RO) na sexta-feira (6).

O aluno, detido após o crime, alegou vingança por um suposto relacionamento com a professora, versão não confirmada; MP pediu prisão preventiva.

A faculdade decretou luto, e a Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis, onde Juliana também atuava, cobrou investigação rigorosa do feminicídio.

A professora de Direito Juliana Santiago, 41, foi morta a facadas por um aluno na noite desta sexta-feira (6) no Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), faculdade particular de Porto Velho (RO). O autor do crime, João Cândido, foi detido e levado à delegacia.

Segundo testemunhas, o ataque aconteceu logo após a aula. João teria aguardado a professora ficar sozinha no local e, após uma discussão, atacou Juliana com uma faca. Ela foi atingida nos seis e no braço e chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos antes mesmo de ser atendida.

Após o crime, João tentou fugir mas foi rendido por um aluno que é policial militar. A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o ocorrido. Na audiência de custódia realizada neste sábado (7), o Ministério Público pediu a prisão preventiva do acusado como garantia da ordem pública.

Em depoimento na delegacia, João alegou que mantinha um relacionamento com a professora nos últimos três meses e que cometeu o crime por vingança por Juliana ter retomado relação com o ex-marido. A versão não foi confirmada nem pela família da vítima nem pelas autoridades.

O aluno também teria afirmado que a faca usada no crime foi dada por Juliana, no dia anterior, ao presentear João com um doce de amendoim dentro de uma vasilha com o objeto.

Em nota de pesar, a faculdade lamentou o ocorrido e decretou luto oficial de três dias. "Trajetória de dedicação e excelência, cuja contribuição marcou de forma significativa a formação de inúmeras gerações", afirmou a universidade sobre Juliana.

Além de professora, Juliana também era policial civil e recebeu homenagem da corporação. A Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis repudiou o ocorrido e afirmou que cobra uma investigação rigorosa sobre o feminicídio.

O órgão destacou que a morte de Juliana evidencia, de forma brutal, a persistência da violência de gênero em nossa sociedade e a gravidade dos ataques dirigidos contra mulheres, inclusive aquelas que dedicam suas vidas à defesa da lei, da ordem e da proteção da população".

"A morte de Juliana não pode ser tratada como mais um número. Trata-se da interrupção violenta de uma vida, de uma trajetória profissional construída com coragem e compromisso público, e de um alerta inequívoco sobre a urgência do enfrentamento efetivo ao feminicídio e a todas as formas de violência contra a mulher".

"A morte de Juliana não pode ser tratada como mais um número. Trata-se da interrupção violenta de uma vida, de uma trajetória profissional construída com coragem e compromisso público, e de um alerta inequívoco sobre a urgência do enfrentamento efetivo ao feminicídio e a todas as formas de violência contra a mulher".

A Cobrapol ainda reforça seu posicionamento: "crimes contra mulheres devem ser rigorosamente apurados, punidos e enfrentados com a máxima severidade do Estado. O feminicídio é uma chaga social que exige respostas institucionais contundentes, políticas públicas eficazes e uma cultura de intolerância absoluta à violência".

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