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Motoboy agride ciclista durante treino no DF: "Poderia ter morrido"

metropoles.com By Elen Felix 2026-02-17 391 words
Motoboy agride ciclista durante treino no DF: "Poderia ter morrido"

Uma ciclista foi assédiada enquanto pedalava no Parque da Cidade. Segundo ela, o assediador estava a 60km quando deu o tapa nas nádegas dela

atualizado

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Um motoboy assediou e agrediu uma triatleta que pedalava ao lado do Parque da Cidade (DF) na semana passada, por volta das 7h25. Ao Metrópoles, a vítima narrou a situação e deu detalhes da violência sofrida. O caso foi relatado nas redes sociais por outro atleta que vinha atrás da vítima e viu a situação. Segundo ele, o motoboy estava a cerca de 60km/h e deu um tapa nas nádegas da mulher quando passou por ela.

"Ela podia ter caído, machucado, quebrado os dentes. Foi revoltante", disse o ciclista.

O autor do relato destacou a indignação que sentiu ao ver a cena: "Eu vi minha esposa, vi minha filha ali. Além da agressão física, há a questão da dignidade e da integridade da pessoa. É revoltante".

"Eu poderia ter morrido"

Após a agressão, a vítima — que não será identificada pela reportagem — começou a chorar de dor e xingar o motociclista. Em conversa com o Metrópoles, ela disse que o impacto foi tanto que deixou um hematona aparente.

"Pela velocidade que ele estava, parecia que eu tinha sido atingida por um taco de baseball", relatou.

Mesmo com o trauma, ela disse que as pessoas ao seu redor pareciam não levar a sério a situação. Ela conta que se sentiu impotente e descredibilizada.

"Eu contei para as pessoas o que tinha acontecido e todos lidaram com isso como uma 'brincadeira' sendo que pela velocidade e força eu poderia ter caído e me machucado sério, ou até mesmo morrido", disse.

Revoltada com a situação, ela reflete como o agressor agiu com despreocupação ao bater nela.

"É pensar que o corpo da mulher é algo público. Eu agora estou sentindo uma dor enorme, tanto física quanto psicológica".

O caso está em investigação na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A vítima registrou boletim de ocorrência e foi até o Instituto Médico Legal (IML) averiguar a gravidade das lesões.

Agora, ela quer a responsabilização do agressor. Ela pede que as autoridades procurem as imagens das câmeras de segurança e localizem o homem.

Até o momento, não há informações sobre quem é o agressor ou o paradeiro dele.

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