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Carnaval de BH: mulheres héteros estão no ‘mapa da fome’, brinca foliona

otempo.com.br By Gabriel Rezende 2026-02-16 243 words
Além dos trios elétricos e das fantasias, a paquera também entra em cena no Carnaval de Belo Horizonte. Para um grupo de amigas que aproveitava esta segunda-feira (16/2) no Bloco dos Gêmeos, da cantora Luísa Sonza, a missão de encontrar pretendentes tem sido mais difícil do que o esperado.

"Eu amo o Carnaval de BH, sou apaixonada. Vim só por causa disso", conta a estudante de medicina Jhuliana Guizalberte, de 24 anos. Natural de Aiuruoca, no Sul de Minas, ela morou sete anos na capital, mas atualmente vive no Guarujá, litoral paulista.

Segundo Jhuliana, a experiência varia conforme o cortejo. "Existem blocos e blocos, alguns são mais atrativos que outros. Ontem fui ao Abacabloco, que foi muito bom. Mas é sempre assim: você olha para um e quem chega em você é justamente quem você não quer. A gente está no 'mapa da fome', tá difícil", brincou.

A estudante de direito Gabriele Pereira Pinho também entrou na conversa em tom bem-humorado. "Minha amiga me chamou para o Carnaval e eu esperava ver muitos homens bonitos. Até vi, mas não héteros. Não há homens em BH; quem casou, casou; quem não casou, não casa mais", disse, entre risos.

Moradora do bairro Nova Suíssa, na região Oeste da capital, Carla Matos, de 24 anos, compartilha da percepção. "A comunidade LGBTQIA+ está vindo em peso, mas os héteros estão fracos. BH é conhecida por ter mulher bonita, mas faltam homens com coragem para ter iniciativa", afirmou.

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