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O artista que pintou uma tela ao vivo no desfile Vila Isabel | VEJA Gente

veja.abril.com.br By Giovanna Fraguito 2026-02-18 527 words
O artista que pintou uma tela ao vivo no desfile Vila Isabel

João Gabriel da Mota, o Mulambö, conversou com a coluna GENTE

A Vila Isabel, que homenageou Heitor dos Prazeres com o enredo Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África, dos carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad, teve uma tela sendo pintada ao vivo, durante o desfile, pelo pintor João Gabriel da Mota, o Mulambö. Confira a entrevista exclusiva do artista para a coluna GENTE.

O que passou pela sua cabeça quando recebeu o convite da Vila Isabel? Foi uma sensação de ser uma das maiores honras e ao mesmo tempo uma das maiores responsabilidades que eu já tive como artista. Representar o legado de um artista tão fundamental pra nossa cultura como Heitor dos Prazeres é representar várias e várias gerações de artistas que resistiram e possibilitaram que hoje eu sonhe, sambe e grite em plenos pulmões e como orgulho que eu sou artista. Independente de onde eu venha.

Como o seu trabalho conversou com o enredo da escola? O meu trabalho é um fruto da semente que Heitor plantou há muito tempo. Se hoje eu falo de carnaval, de cultura popular e consequentemente da minha própria história é porque um dia Heitor pintou histórias como a minha e pessoas como eu.

Houve liberdade total para criar ou a escola propôs diretrizes para a obra? A relação do meu trabalho com o enredo é tão natural e carnal que o processo foi muito orgânico e desde o convite estivemos sempre muito alinhados pra fazer o melhor pra comunidade da Vila Isabel e honrar o legado de Heitor.

Pintar ao vivo, diante de milhares de pessoas, muda o seu processo criativo? Com certeza vai ser um momento único porque vou estar pintando no lugar onde a arte é mais celebrada no mundo! E fazer arte no meio de um desfile que homenageia um dos maiores artistas desse país talvez seja a homenagem que faça mais sentido possível! Estou muito ansioso por esse momento porque eu aprendi a ser artista com o carnaval e as escolas de samba, então posso dizer que vou estar mais em casa do que em qualquer museu ou galeria.

O tempo do desfile impõe desafios específicos para a execução da obra? Vai precisar que eu tire 10 em evolução na pintura (risos).

Existe espaço para improviso ou tudo já está previamente pensado? No Carnaval por mais que você tenha planejado tudo nos mínimos detalhes, o improviso e o improvável sempre aparecem. Como diria o professor Luiz Antônio Simas, o Carnaval é uma festa oxalufânica e ao mesmo tempo exusíaca, então ali na hora é deixar a bateria guiar a mão da mesma forma que guia nossos pés quando sambamos na quadra e fazer bonito pra honrar a comunidade de Vila Isabel e Heitor dos Prazeres.

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