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Deputado vítima de violência da PM do DF denuncia narrativa falsa - Jornal GGN

jornalggn.com.br By Icaro Brum 2026-02-17 509 words
O deputado distrital Fábio Felix (PSOL-DF) divulgou vídeo nesta segunda-feira, 16, em que Policiais Militares atiram spray de pimenta em seu rosto após tentativa de apaziguar abordagem truculenta da PM do Distrito Federal durante bloco de carnaval.

O deputado ainda se defendeu de alegações da Polícia Militar do Distrito Federal de que havia "encostado" no policial que usou spray de pimenta contra seu rosto. Ele repudiou a "narrativa falaciosa" da Polícia e registrou boletim de ocorrência por desacato e lesão corporal. Além disso, deve pedir uma retratação pública diante das alegações de que "encostou" no policial, como justificativa para a agressão cometida pelos agentes de segurança, "o que é mentira", afirma o deputado.

Felix afirmou que em nenhum momento deu "carteirada" e se apresentou como parlamentar porque estava ali como presidente da Comissão de Direitos Humanos. Com essa função, fiscalizar a atividade policial é um de seus deveres.

O deputado, em postagem no X, deixou um questionamento: "Se isso acontece comigo, que sou deputado e tenho imunidade e prerrogativas próprias de uma autoridade, o que acontece com quem não tem essas prerrogativas?"

Em seguida, alertou da necessidade de instalação de câmeras corporais e o controle social da atividade policial.

Nota completa do parlamentar:

Venho a público repudiar a tentativa da Polícia Militar do Distrito Federal de construir uma narrativa falaciosa sobre a agressão cometida contra mim no Bloco LGBT O Rebu, na tarde de ontem (16/02). Já registrei um boletim de ocorrência por desacato e lesão corporal e também vou pedir retratação pública diante das alegações de que eu teria encostado no policial que me agrediu, o que é mentira.

Vamos aos fatos. Na tarde de ontem, fui acionado por organizadores do Bloco o Rebu, por artistas da cidade e por foliões que presenciaram a prisão arbitrária de duas produtoras do Bloco. Fui acionado na condição de presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF, função que exerço há sete anos.

Quando cheguei ao local, as prisões já tinham sido efetuadas e não havia qualquer confusão. É mentirosa a afirmação de que eu teria atrapalhado a atuação dos policiais. Reitero: as prisões já tinham sido efetuadas e eu sequer cheguei a ver ou a conversar com as produtoras ou com os jovens, que já tinham sido levados à delegacia.

Me aproximei dos policiais em busca do comandante da operação, de forma respeitosa e para dialogar, quando fui ameaçado, atacado com spray de pimenta e empurrado. Diversas vezes me apresentei como parlamentar e, mesmo assim, a truculência seguiu.

Imediatamente liguei para a comandante geral da PM e pedi que enviassem alguém ao bloco. Em nenhum momento agredi, destratei ou ameacei qualquer policial. Essa afirmação é falsa. Apenas tentei diálogo e fui agredido gratuitamente.

É atribuição parlamentar fiscalizar a atividade policial, sobretudo quando há denúncias de violência e de arbitrariedade. Nenhuma tentativa de criminalizar a minha atuação será tolerada. Vamos exigir a responsabilização dos policiais envolvidos e vamos até o fim na cobrança pela investigação das condutas, inaceitáveis contra qualquer pessoa, seja ela parlamentar ou não.

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