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Venezuelanos cobram ação por crimes contra a humanidade

revistaoeste.com By Eugenio Goussinsky 2026-02-18 350 words
Mais de 150 venezuelanos, entre civis, militares da reserva e profissionais de diferentes áreas, enviaram uma carta à juíza Tomoko Akane, presidente da Corte Penal Internacional (CPI), situada em Haia, Países Baixos, pedindo medidas urgentes diante do que classificam como violações sistemáticas de direitos humanos na Venezuela.

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No documento, os signatários cobram a aplicação imediata do Estatuto de Roma e afirmam que o país vive um quadro persistente de detenções arbitrárias e perseguição política, principalmente durante o regime do ditador Nicolás Maduro (2013-2026). Eles pedem que tal situação não prossiga no atual governo, depois da captura de Maduro pelos Estados Unidos, no dia 3 de janeiro último.

Segundo a denúncia, o sistema judicial venezuelano não atua com independência nem imparcialidade, o que impediria investigações efetivas e justificaria a atuação da Corte com base no princípio da complementaridade.

A comunicação também acusa órgãos de segurança do Estado da Venezuela, como o Sebin e a Direção Geral de Contrainteligência Militar, de envolvimento em tortura, desaparecimentos forçados e outros tratamentos considerados cruéis. Os autores pedem que a Corte avance na investigação formal aberta em 2021 ("Situação na Venezuela I"), apure responsabilidades individuais de autoridades, independentemente do cargo, e assegure reparação às vítimas.

Falhas do sistema venezuelano

O texto reúne representantes de diferentes setores da sociedade venezuelana. São 35 lideranças civis e políticas, entre acadêmicos, juristas, ex-ministros, ex-parlamentares, diplomatas, empresários, dirigentes políticos e ex-governadores. Também assinam 36 militares da reserva, incluindo ex-ministros da Defesa, generais, vice-almirantes, coronéis e outros oficiais das Forças Armadas.

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O grupo conta ainda com 13 representantes do meio cultural e da comunicação, como jornalistas, escritores, atores, artistas e editores, além de mais de 30 integrantes da sociedade civil e profissionais de diferentes áreas, entre economistas, historiadores, professores universitários, juristas, médicos, engenheiros e defensores de direitos humanos.

Os signatários declaram que as falhas estruturais do sistema institucional venezuelano impedem a existência de uma Justiça independente e eficaz. Por esta razão, defendem a intervenção da Corte como instância internacional de último recurso.

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