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Pisa na Fulô encerra Carnaval de BH com alerta: 'águas sob ameaça'

otempo.com.br By Gabriel Rezende 2026-02-17 352 words
"Eu gosto de Juazeiro e adoro Petrolina." O verso clássico eternizado na voz de Alceu Valença deu o tom do encerramento do Carnaval de Belo Horizonte nesta terça-feira (17/2). A referência ao Vale do São Francisco sintetizou o desfile do Pisa na Fulô, que levou para as ruas uma homenagem ao Velho Chico e mensagens urgentes de preservação ambiental.

Carnaval de BH— O TEMPO (@otempo) February 18, 2026"Eu gosto de Juazeiro e adoro Petrolina." O verso clássico da música eternizada por Jorge de Altinho e Alceu Valença deu o tom do encerramento do Carnaval de Belo Horizonte nesta terça-feira (17/2). A referência ao Vale do São Francisco sintetizou o espírito do… pic.twitter.com/g97ccKLUsz

Carnaval de BH

Com o tema "Velho Chico Encantado", o bloco transformou a Avenida Pastor Anselmo Silvestre em um leito simbólico de rio. Cenografia, figurinos e performances evocaram ilhas e travessias, com destaque para as carrancas — esculturas tradicionais usadas para proteger embarcações. Ao som de zabumbas e sanfonas, o público "arrastou o pé" em ritmos como xote, baião e xaxado.

Reconhecido como o primeiro bloco de forró da capital, o Pisa na Fulô reforçou o intercâmbio cultural entre Minas Gerais e o Nordeste, conectando o nascimento do rio, em solo mineiro, às comunidades que vivem às suas margens.

Defesa das águas e da democracia

Além da celebração, o cortejo foi palco de manifestações políticas. A deputada federal Célia Xakriabá participou do desfile e destacou que a defesa das águas é a discussão central do século XXI.

"O Pisa na Fulô traz um tema recivilizatório. Enfrentamos a contaminação de rios e estamos mobilizados contra a privatização das águas. É uma pauta que transcende partidos", afirmou a parlamentar.

Também presente, a deputada estadual Bella Gonçalves discursou em defesa da liberdade cultural. "O Brasil e o Carnaval são soberanos. Ninguém vai censurar a nossa festa", declarou, celebrando a diversidade do público.

O encerramento foi marcado por um espetáculo de luzes e forte adesão popular. Foliões fantasiados com elementos do sertão dançaram no asfalto até o último minuto, consolidando o Pisa na Fulô como o "ponto final" oficial da folia belo-horizontina em 2026.

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