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Por déficit de servidores, sindicato pede ampliação de convocados para teste físico em concurso da Polícia Civil

sul21.com.br By Felipe Prestes 2026-02-07 569 words
No último dia 30 de janeiro, a UGEIRM Sindicato, que representa escrivães, inspetores e investigadores da Polícia Civil gaúcha, enviou ofício ao governador Eduardo Leite pedindo alteração no número de convocados para o teste de aptidão física (TAF) em concurso para ingressar na corporação policial. O déficit atual de servidores e a possibilidade de que a instituição fique sem um cadastro reserva para convocar novos policiais nos próximos anos preocupa o sindicato.

A prova escrita foi realizada no dia 18 de janeiro, e o exame prevê que será convocado para o TAF um contingente três vezes maior que o número de vagas previstas. Ao todo, o concurso tem 360 vagas para inspetor, sendo 258 vagas para ampla concorrência, e igual número para o cargo de escrivão. No ofício, a UGEIRM pede que sejam convocados para o teste número de candidatos cinco vezes maiores que o de vagas.

O vice-presidente do sindicato, Fábio Castro, entende que, tendo em vista o contingente que pode não passar no TAF, além de possíveis desistências, a Polícia Civil pode ficar sem um cadastro reserva para fazer novas nomeações ao longo dos próximos anos. "Houve um baixíssimo índice de inscrições, cerca de 40% a menos que em relação ao concurso de 2018, e também os 24% de abstenção. Baseado na abstenção e na baixa procura, a gente vai ter muita dificuldade de formar um banco para poder chamar durante a vigência do concurso, como foi feito nos outros anos. O que a gente está pedindo é que seja flexibilizado. Se a gente ampliar para cinco vezes o número de vagas, teremos em torno de 1,4 mil candidatos para fazer o teste físico e, com isso, ter segurança de montar a turma toda, e ainda sobrar um cadastro de reserva", explica.

No ofício, a entidade sindical relata ao governador Eduardo Leite que a Polícia Civil perdeu 1.330 servidores, entre 2019 e 2025. "Nós temos uma dificuldade imensa, tem muita gente se aposentando e muitas exonerações. É um concurso que é pouco atrativo por conta dos baixos salários", lamenta Castro. Para o dirigente sindical, a alteração no edital seria vantajosa também para o Estado, que investiu R$ 4 milhões no concurso público e pode ter que realizar novo concurso em breve.

Em nota, a Polícia Civil ressalta que o concurso é regido pela Lei Estadual nº 15.266, de 2019, que dispõe sobre este tipo de seleção na administração pública. "O artigo 12 estabelece que, após o início do prazo das inscrições preliminares, não podem ser alteradas as regras do edital relativas aos requisitos do cargo, critérios de aferição das provas ou critérios de aprovação para as etapas subsequentes, salvo em hipóteses de adequação à legislação superveniente, o que não é o caso", aponta a instituição. A entidade explica, ainda, que durante o período aberto para impugnação do edital, entre 27 de novembro e 3 de dezembro de 2025, não houve manifestação contrária à cláusula de barreira que definiu o número máximo de convocados ao TAF.

O vice-presidente da UGEIRM afirma que a entidade está consciente das questões legais, mas que existem precedentes para a mudança requerida ao Governo do Estado. "Sabemos que há uma resistência por parte da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Civil, porque o edital tem força de lei e haveria uma dificuldade no sentido de modificar o edital, uma vez lançado, mas nós temos exemplos de outros estados onde isso foi feito".

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