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Homem que atirou no torcedor do Náutico Lucas Lyra é preso após 13 anos

jc.uol.com.br By Raphael Guerra 2026-02-17 412 words
Homem que atirou no torcedor do Náutico Lucas Lyra é preso após 13 anos

José Carlos Feitosa Barreto foi condenado, em 2018, a oito anos por tentativa de homicídio qualificado. Prisão foi confirmada nesta terça-feira (17)

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A Polícia Civil confirmou, nesta terça-feira (17), a prisão do homem condenado por atirar no torcedor do Náutico Lucas de Freitas Lyra. O crime ocorreu há 13 anos, antes de um jogo no bairro dos Aflitos, Zona Norte do Recife.

A prisão de José Carlos Feitosa Barreto, de 50 anos, foi determinada pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital. O cumprimento do mandado ocorreu no dia 9 de fevereiro, segundo nota divulgada pela Polícia Civil. "Após a aplicação das medidas administrativas, ele foi encaminhado para audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça."

Lucas Lyra, que tinha 19 anos na época, foi baleado na cabeça na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, na frente do estádio do Clube Náutico Capibaribe, no dia 16 de fevereiro de 2013. O torcedor chegava para assistir ao jogo contra o Central quando teve início uma confusão com torcedores do Sport.

José Carlos, que trabalhava como segurança de uma empresa de ônibus, foi identificado pela polícia como o autor do crime. Réu confesso, ele foi condenado a uma pena de oito anos de prisão por tentativa de homicídio qualificado em 2018. Mas teve o direito de responder em liberdade enquanto aguardava a análise de recursos em instâncias superiores.

Irmão de Lucas, Joel Lyra comemorou a prisão e agradeceu o apoio que a família desde a época do crime.

"Hoje recebemos a notícia de que o criminoso que atirou em Lucas foi preso. Foram 13 anos de luta para que a justiça dos homens fosse feita. Agradecemos a todos que, de alguma forma, nos ajudaram nessa caminhada. Hoje encerramos um ciclo de luta e, finalmente, poderemos seguir em paz, com a certeza do dever cumprido", disse, em publicação nas redes sociais.

LUCAS LYRA PASSOU 3 ANOS NO HOSPITAL

Após o tiro, Lucas perdeu ao menos 7% da massa cefálica e teve parte da coordenação motora do lado esquerdo comprometida. Ele ficou internado por mais de três anos.

Em 2024, a Justiça condenou a empresa Pedrosa e o Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano a pagarem uma indenização por danos materiais, morais e estéticos no valor de R$ 2 milhões à vítima.

Também determinou o pagamento de pensão vitalícia, no valor de três salários mínimos mensais.

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