Centrais argentinas preparam greve geral contra reforma trabalhista de Milei
Projeto aprovado pelo Senado será votado na Câmara nesta quinta (19) em meio a paralisação dos transportes e manifestações em várias regiões
A Câmara dos Deputados da Argentina votará nesta quinta-feira (19/02) a reforma trabalhista impulsionada pelo governo de Javier Milei, em meio a uma greve geral, de 24 horas, e manifestações em todo o país.
A reforma foi aprovada na semana passada pelo Senado argentino, sob forte repressão aos manifestantes, incluindo a detenção de cem pessoas. Desta vez, o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) não chamou a mobilização diante do Congresso, o que foi criticado por outros sindicatos que mantiveram atos na Praça do Congresso.
Em coletiva de imprensa, Jorge Sola, secretário-geral da CGT, explicou que a central possui um "plano de luta" contra as políticas do governo e que a solução, neste momento, não é "sindical, mas política". Ele frisou que o principal objetivo é "convocar a reflexão" dos deputados.
Solta garantiu, no entanto, que a greve geral "será contundente" e que não haverá transporte no país, anunciando a adesão dos sindicatos dos ferroviários e dos motoristas de ônibus.
Ele também lamentou o fechamento, nesta quarta-feira (17/02), da empresa de pneus FATE, levando à demissão de mais de 900 trabalhadores argentinos. "Todo dia se perdem 400 empregos formais, é a ruptura do tecido social, produtivo e laboral", disse.
Sobre a reforma trabalhista de Milei, Sola foi categórico: "viola os direitos individuais de cada trabalhador, enfraquece os direitos coletivos das organizações sindicais e gera uma grande transferência de recursos econômicos do setor dos trabalhadores para o setor dos empregadores".
Mobilizações
Apesar da decisão da CGT de não convocar uma marcha rumo à Praça do Congresso, outros sindicatos como a Frente Sindical Unida (FreSU), UOM, Aceiteros, Pilotos, Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE) e dois sindicatos da CTA garantiram que vão manter o ato no local, seguido de uma coletiva na Casa de las Madres, na Plaza de Mayo. Eles também confirmaram mobilizações em todo o país.
Rodolfo Aguiar, representante da ATE, disse aos parlamentares que se prepararem "para levar saquinho de chá ou o café instantâneo no bolso, porque não terão ninguém para servi-los na quinta-feira". A paralisação "na administração pública será total em todo o país", garantiu.
A União dos Motoristas Navais (SICONARA) também anunciou greve de 48 horas, a partir da meia-noite desta quarta-feira (18/02), afirmando que a reforma trabalhista "ameaça princípios elementares de proteção, deteriora as condições do transporte marítimo e gerará impactos operacionais diretos na logística e no comércio exterior do país".
Recuo sobre licença médica
Enquanto isso, no Parlamento argentino, o governo Milei foi obrigado a recuar em um polêmico artigo que visava mudar o regime de licença médica no país. A proposta previa redução salarial para os trabalhadores afastados por doença.
Partidos alinhados como o PRO e o MID questionaram a medida, obrigando o governista Liberdade Avança a abandonar a proposta de apenas modificar o artigo, o que levou à sua exclusão integral. "Cometemos um erro porque a lei original não distingue entre doenças", reconheceu a senadora Patricia Bullrich, líder do bloco governista no Senado.
O restante do projeto, no entanto, segue sem alterações para votação na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (19/02). A modificação, no entanto, obrigará o retorno do texto para nova apreciação no Senado, programada para o dia 27 de fevereiro.
Em busca da aprovação da reforma até 1º de março, a Casa Rosada oficializou a prorrogação das sessões extraordinárias do Congresso até o dia 28.
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P1
"The Senate approved the reform last week"
Factual -
P2
"FATE tire company closed on Wednesday, laying off 900+ workers"
Factual -
P3
"The government extended extraordinary congressional sessions until February 28"
Factual -
P4
"Labor reform causes transfer of economic resources from workers to employers"
Causal -
P5
"Labor reform causes threat to elementary protection principles in maritime transport"
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P6
"Medical leave proposal withdrawal causes need for Senate reconsideration on February 27"
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=== Propositions === P1 [factual]: The Senate approved the reform last week P2 [factual]: FATE tire company closed on Wednesday, laying off 900+ workers P3 [factual]: The government extended extraordinary congressional sessions until February 28 P4 [causal]: Labor reform causes transfer of economic resources from workers to employers P5 [causal]: Labor reform causes threat to elementary protection principles in maritime transport P6 [causal]: Medical leave proposal withdrawal causes need for Senate reconsideration on February 27 === Causal Graph === labor reform -> transfer of economic resources from workers to employers, threat to elementary protection principles in maritime transport medical leave proposal withdrawal -> need for senate reconsideration on february 27
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