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Quem é Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, cujo banco foi liquidado nesta quarta-feira

revistaoeste.com By Diógenes Feitosa 2026-02-18 477 words
Autoridades financeiras decretaram, nesta quarta-feira, 18, a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), decisão tomada depois da piora nas condições financeiras do grupo, responsável por 0,04% dos ativos do sistema bancário nacional, segundo o Banco Central (BC).

O empresário Augusto Lima, controlador do Banco Pleno desde 2025, também já atuou como CEO do Banco Master e possui histórico de proximidade com figuras do governo, como o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o senador Jaques Wagner (PT-BA), segundo informações do blog de Valdo Cruz.

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Lima ganhou projeção ao adquirir a rede de supermercados Cesta do Povo no processo de privatização da Ebal, o que lhe permitiu assumir o Credcesta, cartão de benefícios para servidores públicos, expandido nacionalmente no Banco Master.

Documentos da CPMI do INSS indicam que a expansão do Credcesta converteu o produto em crédito consignado amplamente negociado, com parte das operações sem comunicação adequada às autoridades e sem garantias exigidas pelas normas.

De acordo com apuração do blog de Valdo Cruz, além de buscar o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski para consultoria jurídica ao Banco Master, Lima participou de reunião de Daniel Vorcaro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de 2024.

Sociedade com Vorcaro

Depois de uma trajetória iniciada no segmento de crédito consignado, Augusto Lima tornou-se sócio de Daniel Vorcaro em 2019 no Banco Master.

Em agosto de 2025, a autorização do BC permitiu que Lima assumisse o controle societário, deixasse o Master e passasse a comandar o Banco Voiter, entidade pertencente ao mesmo grupo.

Ao assumir o comando, Lima optou por alterar o nome do banco para Pleno e realizou dois aportes que totalizam R$ 160 milhões na instituição. Essas mudanças marcaram o reposicionamento do banco sob sua liderança.

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No entanto, em novembro do ano passado, a Polícia Federal (PF) prendeu Lima e Vorcaro no mesmo dia em que o BC decretou a liquidação do Banco Master. A Justiça determinou a soltura dos dois cerca de duas semanas depois.

O inquérito, instaurado para investigar possíveis irregularidades nas carteiras de crédito vendidas pelo Master ao Banco de Brasília (BRB), revelou que Lima teria criado duas associações de servidores baianos.

Segundo as apurações, essas associações foram utilizadas como primeiras originadoras das carteiras supostamente fraudadas negociadas com o BRB em março do ano passado.

Liquidação do Banco Pleno

O BC afirmou que a liquidação do Banco Pleno decorreu do comprometimento financeiro da instituição e de violações regulatórias, informando que os ativos do grupo somavam cerca de R$ 7,6 bilhões até setembro de 2025.

A Justiça bloqueou os bens dos dirigentes, e as investigações seguem para apurar responsabilidades, podendo gerar sanções administrativas.

Leia também: "Um país em busca de ética", artigo de Roberto Motta publicado na Edição 309 da Revista Oeste

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