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Pintado de palhaço, André Fernandes critica desfile pró-Lula

opovo.com.br By Bruno Vasconcelos; Bruno-Vasconcelos 2026-02-18 632 words
Pintado de palhaço, André Fernandes critica desfile que homenageou Lula

O deputado federal André Fernandes (PL) se pintou de palhaço para criticar o desfile na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, que homenageou o presidente da República, Lula (PT). No vídeo, publicado nesta segunda-feira, 16, o parlamentar classificou o tributo como "um retrato perfeito da crise moral, política e institucional que tomou conta do País".

No segundo dia de Carnaval, a escola de samba Acadêmicos de Niterói se apresentou no Sambódromo, tendo como tema principal o petista, que assistiu a festa ao lado da primeira-dama, Janja, e acompanhado também do prefeito da cidade, Eduardo Paes (PSD).

Não, não é só isso. pic.twitter.com/o03yP0uycs

Não, não é só isso. pic.twitter.com/o03yP0uycs

No desfile, uma alegoria apresenta um palhaço preso, em alusão ao ex-presidente Jair Bolsonaro

Ao remover a pintura do rosto, André diz que o concerto do grupo teve uma hora de transmissão nacional de propaganda eleitoral gratuita, custeada por dinheiro público e disfarçada de evento cultural. Fernandes defende a tese de promoção, pois teriam faltado as citações a petrolão, mensalão e à ligação do partido e filho de Lula a fraude bilionária no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

"A verdadeira história do presidente, se contada, não seria a do 'operário do Brasil', como diz o samba enredo da escola, mas sim de 'Lula, o vagabundo'.

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André acusa TSE de desparidade entre partidos

O deputado falou que a homenagem ao mandatário, que seria apenas uma divulgação política, teve aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, segundo André, autorizou o desfile em ano de eleições.

"Em 2022, o presidente Jair Bolsonaro foi proibido de falar que o Lula era aliado de ditaduras, que apoiava o aborto e tinha se tornado o predileto entre as facções criminosas. Enquanto para um lado é permitida a propaganda eleitoral antecipada, pro outro, até a exposição da verdade é proibida", argumentou o parlamentar.

Fernandes se refere ao episódio em que, nas eleições presidenciais de 2022, a campanha e aliados de Bolsonaro faziam acusações ao adversário petista como: defesa a governos autoritários como Nicarágua e Venezuela e o aborto. O TSE então, analisou o conteúdo bolsonarista e decidiu por suspender o conteúdo, alegando ter informações falsas ou sem comprovação suficiente.

Crises estruturais

O deputado fez um alerta aos seguidores ao pontuar que a peça é uma campanha contra o cidadão trabalhador, que estaria indiretamente financiando a produção carnavalesca, com o pagamento dos impostos.

André disse que enquanto Lula e Janja "esbanjam" os recursos públicos ao lado da chamada elite artística financiada pela Lei Rouanet, a população brasileira continua sem o básico.

"Pessoas vivem sob o domínio de facções criminosas e são expulsas de suas próprias casas. Trabalhadores são assassinados diariamente. Eles atacam os seus valores, debochando da sua fé e do seu bem mais sagrado que é a sua família."

Defesa a Bolsonaro e críticas ao Judiciário

André Fernandes afirma que Jair Bolsonaro sofreu uma das maiores injustiças na história da República brasileira e defende que o político preso por corrupção foi Lula, não Bolsonaro. Ao final do vídeo, quando quase toda a pintura facial é removida, ele alega que os cidadãos são tratados como palhaços pelo sistema.

"Se eles já agem como se fossem donos de tudo, com tanta gente denunciando, imagina o que farão se ficarmos de braços cruzados", comentou o bolsonarista.

Acionamento do TCU

Para encerrar o pronunciamento, André Fernandes diz ter acionado o Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar os repasses financeiros do governo petista à escola de samba responsável pelo desfile.

A mesma "peça jurídica" que tornou o ex-presidente Bolsonaro inelegível em 2023 teria sido utilizada pelo deputado, apenas trocando os t
ermos "7 de setembro" por "Carnaval" e "Bolsonaro" por "Lula", com o intuito de "ver a quem o TSE servirá".

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