Trump avalia ataque inicial limitado para forçar o Irã a um acordo nuclear, diz jornal
Mateus Omena
Repórter
Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 20h51.
Tudo sobreEstados Unidos (EUA)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia a possibilidade de autorizar um ataque militar inicial de alcance limitado contra o Irã como forma de pressionar Teerã a aceitar um novo acordo nuclear.
Ao Wall Street Journal, fontes próximas da Casa Branca contaram, em anonimato, que se a ofensiva, receber sinal verde, seria colocada em prática nos próximos dias e teria como alvos instalações militares ou estruturas governamentais específicas.
Por outro lado, se o Irã mantiver a recusa em encerrar o enriquecimento de urânio, os Estados Unidos ampliariam a resposta com uma campanha de maior alcance contra estruturas do regime, com potencial impacto sobre a permanência do governo em Teerã.
Segundo o WSJ, a alternativa de ataque limitado indica que Trump considera o uso de força militar como instrumento de pressão para viabilizar um acordo nos termos defendidos por Washington. Interlocutores apontam que a estratégia poderia envolver escalonamento progressivo, com medidas iniciais de menor intensidade antes de eventual ampliação das ações, até que o programa nuclear iraniano seja 100% desmontado ou neutralizado.
Ainda não há confirmação sobre o grau de prioridade dessa opção na agenda da Casa Branca. Assessores apresentaram diferentes cenários ao presidente nas últimas semanas, com discussões recentes concentradas em campanhas mais amplas.
Nesta quinta-feira, Trump declarou que tomará uma decisão sobre os próximos passos em relação ao Irã em até 10 dias e, mais tarde, afirmou que o prazo máximo seria de duas semanas. "Vamos fazer um acordo ou conseguir um acordo de um jeito ou de outro", disse o presidente americano a jornalistas.
A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, afirmou que "somente o presidente Trump sabe o que ele pode ou não fazer", ao ser questionada pela imprensa sobre o rumo da política americana.
Autoridades informaram que o presidente ainda não determinou um ataque de grande escala. As opções avaliadas incluem desde uma campanha aérea de aproximadamente uma semana com o objetivo de pressionar por mudança de regime até ações pontuais contra instalações governamentais e militares. Parte de analistas e integrantes do governo alerta que uma ofensiva pode provocar reação do Irã e ampliar o conflito no Oriente Médio, com reflexos sobre aliados regionais.
A discussão sobre um ataque restrito remete a 2018, quando, em seu primeiro mandato, Trump considerou uma ação preventiva limitada contra a Coreia do Norte durante a escalada retórica nuclear com Pyongyang. Na época, o governo cogitou um ataque para demonstrar disposição em conter o programa nuclear norte-coreano, mas optou por negociações diretas com o líder Kim Jong Un. Três encontros bilaterais ocorreram, sem acordo sobre a desnuclearização.
No campo diplomático, representantes dos Estados Unidos se reuniram nesta semana com autoridades iranianas. A Casa Branca exige o fim do programa nuclear de Teerã, restrições ao programa de mísseis balísticos e limites ao apoio a grupos armados regionais. O Irã rejeita um acordo abrangente e afirma não buscar a construção de arma nuclear. O impasse ocorre em meio ao reforço da presença militar americana na região.
Autoridades iranianas afirmaram que responderão a eventual ataque. Em declarações recentes, o Líder Supremo Ali Khamenei afirmou que forças iranianas poderiam atingir ativos militares americanos, incluindo porta-aviões.
No ano passado, a Casa Branca também indicou prazo de duas semanas para acordo nuclear. Dias depois, bombardeiros B-2 realizaram ataques contra três instalações nucleares iranianas, segundo autoridades americanas, com impacto sobre o cronograma do programa nuclear.
Dados de rastreamento de voos e relatos de autoridades indicam que os Estados Unidos deslocaram caças F-35 e F-22 para o Oriente Médio. Um segundo porta-aviões segue para a região, acompanhado de aeronaves de ataque e guerra eletrônica. Plataformas de comando e controle e sistemas de defesa aérea foram mobilizados nas últimas semanas.
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Core Claims & Their Sources
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"President Trump is considering authorizing a limited initial military strike against Iran to pressure it into a nuclear deal."
Source: Anonymous sources close to the White House, as reported to the Wall Street Journal. Anonymous
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"The US could escalate to a broader campaign if Iran refuses to stop uranium enrichment."
Source: Implied by the same anonymous sources and the article's narrative structure. Anonymous
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"Iran rejects a comprehensive deal and states it is not seeking to build a nuclear weapon."
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Logic Model Inspector
ConsistentExtracted Propositions (6)
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P1
"Trump stated he will decide on next steps regarding Iran within 10 days to two weeks."
Factual -
P2
"US and Iranian representatives met this week."
Factual -
P3
"The US has deployed F-35 and F-22 fighters and a second aircraft carrier to the Middle East."
Factual -
P4
"In 2018, Trump considered a limited preventive strike against North Korea."
Factual -
P5
"A limited strike could causes pressure Iran into a deal."
Causal -
P6
"An offensive could provoke an Iranian causes reaction and widen the Middle East conflict."
Causal
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=== Propositions === P1 [factual]: Trump stated he will decide on next steps regarding Iran within 10 days to two weeks. P2 [factual]: US and Iranian representatives met this week. P3 [factual]: The US has deployed F-35 and F-22 fighters and a second aircraft carrier to the Middle East. P4 [factual]: In 2018, Trump considered a limited preventive strike against North Korea. P5 [causal]: A limited strike could causes pressure Iran into a deal. P6 [causal]: An offensive could provoke an Iranian causes reaction and widen the Middle East conflict. === Causal Graph === a limited strike could -> pressure iran into a deal an offensive could provoke an iranian -> reaction and widen the middle east conflict
All claims are logically consistent. No contradictions, temporal issues, or circular reasoning detected.