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Milhões no Carnaval: saiba como é feita a contagem de foliões em Belo Horizonte

otempo.com.br By Raíssa Oliveira 2026-02-19 410 words
Seis milhões e meio de foliões: esse foi o total do público nos mais de 600 blocos do Carnaval de Belo Horizonte entre sábado (14/2) e terça-feira (17/2). A estimativa recorde é feita a partir de imagens aéreas feitas pelas forças de segurança e analisadas por um sistema que calcula a quantidade de pessoas por metro quadrado — nesse espaço, estima-se uma ocupação de 5 a 7 pessoas. A informação foi repassada pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) em coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (19).

Conforme a pasta, as imagens são processadas por softwares para gerar a estimativa de público de cada bloco, e os dados são, posteriormente, cruzados com informações de ocupação da rede hoteleira, além da movimentação na rodoviária e no aeroporto, permitindo chegar a um número consolidado do público diário. Ao final, é feita a soma dos quatro dias de festa, que, neste ano, resultaram em um total de 6,5 milhões de foliões. É importante lembrar que a mesma pessoa pode ser contabilizada mais de uma vez, já que pode ir a mais de um bloco por dia, por exemplo.

De acordo com a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Barros Botega, o processo envolve tecnologia e monitoramento contínuo para chegar ao número estimado do público durante a folia. "É um cálculo complexo, mas a gente tem um monitoramento com drones e também por helicópteros. Com isso, a partir do centro de comando, a gente consegue observar exatamente a quantidade de pessoas. Isso acaba influenciando no deslocamento de tropas e de outros órgãos, dependendo do público. É uma metragem por metro quadrado. Então, se às 8h da manhã temos 20 blocos, teremos imagens aéreas de cada um deles para a estimativa do número de pessoas. Além disso, temos a previsão inicial dos organizadores, que também é levada em conta. Temos torres em pontos de maior concentração para registro de imagens também. É um monitoramento ininterrupto, e vamos cruzando dados para computar o número de pessoas", detalha.

Segundo Bárbara Botega, os dados passam por um processo detalhado de análise conduzido pelo Observatório do Turismo de Minas Gerais, reconhecido nacionalmente pela produção e sistematização de informações estratégicas para o desenvolvimento do setor. "É onde a gente tenta fazer a junção desses dados, da experimentação visual do número de pessoas, e cruzamos informações em termos de deslocamento, de ocupação hoteleira e de outros. Temos uma metodologia bastante assertiva internamente", garante.

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