Argentina: reforma de Milei permite jornada de 12 horas e limita greve
Argentina: reforma de Milei permite jornada de 12 horas e limita greve
Por JB INTERNACIONAL [email protected]
Publicado em 20/02/2026 às 16:34
Alterado em 20/02/2026 às 16:35
Por Lucas Pordeus León - Em meio a protestos de rua e uma greve geral, a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, na madrugada desta sexta-feira (20), a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. Com mais de 200 artigos, o texto promove amplas alterações no sistema laboral argentino.
O projeto permite a ampliação da jornada de trabalho diária de 8 para 12 horas; cria o banco de horas, com horas-extras que poderão não serem pagas, mas compensadas em outra jornada; além de limitar a realização de greves.
Na tramitação do Senado, foi retirada a possibilidade, prevista no texto original, de pagar o salário dos trabalhadores com moradia ou alimentação. Com a mudança, o trabalhador deve ser pago em dinheiro, podendo ser em moeda nacional ou estrangeira.
Na Câmara, os deputados excluíram a possibilidade de redução de salário em 50% nos casos de afastamento por licença médica. Como o projeto sofreu alteração, será novamente analisado pelo Senado.
A Confederação Geral dos Trabalho (CGT) da Argentina, principal central sindical do país, realizou ontem uma paralisação nacional de 24 horas contra a reforma. Segundo a organização, a greve teve 90% de adesão.
Este projeto de lei nos faz retroceder 100 anos. Cem anos em direitos individuais, em direitos coletivos. É uma busca que se centra, essencialmente, na transferência de recursos econômicos dos trabalhadores para o setor empregador, afirmou o co-secretário da CGT, Jorge Sola.
Por outro lado, o governo Milei sustenta que as mudanças vão permitir aumentar a formalidade no mundo do trabalho, reduzindo os custos para se contratar no país, conforme destacou o deputado governista Gabriel Bornoroni, do partido do Milei.
Esta lei visa formalizar 50% dos trabalhadores informais. Precisamos de uma nova lei trabalhista que inclua todos os trabalhadores na Argentina; só através do trabalho avançaremos, destacou o parlamentar.
A Argentina segue caminho diferente de países latino-americanos como Brasil e México. Em Brasília, já se discute o fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1), sem redução de salário. No México, o Senado aprovou, neste mês, a redução da jornada de 48 para 40 horas semanais. Na Argentina, a jornada é de 48 horas semanais.
Direito à greveUma das principais críticas dos sindicatos argentinos é contra a limitação do direito à greve. O projeto prevê que as assembleias de trabalhadores só podem ocorrer, em horário de trabalho, com prévia autorização dos patrões.
Além disso, o projeto estabelece uma série de serviços como essenciais ou transcendentais, limitando a paralisação, nesses casos, a 25% e 50% do total dos trabalhadores empregados, respectivamente.
Foram incluídos como serviços transcendentais toda produção de bens e serviços ligados a exportação, além da indústria alimentar, sistema bancário, transporte de pessoas, entre outras atividades.
Outras mudançasA reforma ainda revoga estatutos profissionais específicos, como de jornalistas, cabeleireiros, motoristas privados e viajantes comerciais, carreiras que têm legislações próprias.
A mudança proposta pelo governo de Javier Milei ainda possibilita que empresas negociem com empregados condições inferiores às definidas em negociações nacionais das categorias.
Outra mudança criticada pela oposição é a criação do Fundo de Assistência Laboral (FAL), que seria usado para financiar a demissão de trabalhadores. Sindicatos argumentam que a medida torna a demissão sem custos para empresa. Ao mesmo tempo, o FAL passaria a usar recursos que hoje vão para a Seguridade Social, prejudicando o sistema de previdência do país.
A reforma também prevê um esvaziamento da Justiça Nacional do Trabalho, que teria suas atribuições transferidas para justiça comum ou federal.
O texto ainda prevê que as férias poderão ser divididas de acordo com as exigências do empregador, devendo cada período ter, no mínimo, 7 dias consecutivos.
A reforma trabalhista argentina também disciplina o trabalho por meio de aplicativos, considerando esses trabalhadores como prestadores independentes, sem reconhecimento de vínculo empregatício.
Além disso, a reforma trabalhista revoga legislação sobre trabalho remoto, que obriga empresas a arcarem com os cursos do trabalho feito a partir da residência dos trabalhadores, como internet, energia e equipamentos. (com Agência Brasil)
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"Argentina's Chamber of Deputies approved a labor reform proposed by Javier Milei's government."
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"The reform extends daily work hours from 8 to 12, creates a time bank system, and limits strikes."
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"The CGT union organized a 24-hour national strike with 90% participation against the reform."
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ConsistentExtracted Propositions (7)
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P1
"The reform has over 200 articles."
Factual -
P2
"The Senate removed the possibility of paying wages with housing or food."
Factual -
P3
"The reform considers app workers as independent contractors."
Factual -
P4
"Argentina's work week is 48 hours."
Factual -
P5
"Reform causes increase formality in labor market (claimed by government)"
Causal -
P6
"Reform causes transfer economic resources from workers to employers (claimed by union)"
Causal -
P7
"FAL fund causes makes dismissal cost-free for companies (claimed by unions)"
Causal
Claim Relationships Graph
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=== Propositions === P1 [factual]: The reform has over 200 articles. P2 [factual]: The Senate removed the possibility of paying wages with housing or food. P3 [factual]: The reform considers app workers as independent contractors. P4 [factual]: Argentina's work week is 48 hours. P5 [causal]: Reform causes increase formality in labor market (claimed by government) P6 [causal]: Reform causes transfer economic resources from workers to employers (claimed by union) P7 [causal]: FAL fund causes makes dismissal cost-free for companies (claimed by unions) === Causal Graph === reform -> increase formality in labor market claimed by government, transfer economic resources from workers to employers claimed by union fal fund -> makes dismissal costfree for companies claimed by unions
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