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Mpox em 2026: por que os primeiros casos do ano chamam a atenção das autoridades no Brasil - Revista Fórum

revistaforum.com.br By Tatiana Favaro; Tati Fávaro 2026-02-20 588 words
SAÚDE PÚBLICA

Mpox em 2026: por que os primeiros casos do ano chamam a atenção das autoridades no Brasil

Com 48 casos confirmados em 2026 e a maioria em São Paulo, ministério reforça diagnóstico precoce e vigilância para conter a circulação da mpox no Brasil

Brasil registra 48 casos de mpox em 2026, com São Paulo liderando as ocorrências.

Casos de mpox apresentam quadros leves ou moderados, sem óbitos registrados até o momento.

Transmissão da mpox ocorre por contato direto com lesões, objetos contaminados ou animais infectados.

Ministério da Saúde mantém vigilância ativa e recomenda isolamento para pessoas com sintomas.

Ao menos 48 casos de mpox já foram confirmados no Brasil em 2026, segundo atualização das autoridades de saúde. São Paulo lidera os registros, com 41 casos. A Secretaria de Estado da Saúde informou que acompanha o cenário de forma contínua, em articulação com municípios e a rede assistencial. Os serviços de saúde atuam na identificação precoce, notificação, testagem e acompanhamento clínico dos pacientes, além do rastreamento de contatos, conforme protocolos técnicos vigentes. Rio de Janeiro, Distrito Federal, Rondônia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul aparecem com números pontuais.

De acordo com o Ministério da Saúde, os casos identificados apresentam, em sua maioria, evolução clínica leve ou moderada. Até o momento, não há registro de mortes no país neste ano. Em 2025 o país contabilizou mais de mil infecções e duas mortes associadas à doença.

Os primeiros casos do ano chamam a atenção e a recomendação oficial é a de que indivíduos com lesões na pele, febre e ínguas procurem atendimento médico e, sempre que possível, mantenham isolamento até a avaliação profissional, reduzindo o risco de transmissão.

De acordo com o ministério, o Brasil mantém vigilância epidemiológica ativa, com capacidade instalada no Sistema Único de Saúde para diagnóstico laboratorial, acompanhamento clínico e monitoramento de contatos. Pessoas que tiveram contato próximo com casos confirmados são acompanhadas por até 14 dias, período correspondente ao tempo máximo de incubação do vírus.

O que é mpox e quais são os sintomas

A mpox é uma doença viral causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus, o mesmo da varíola humana. Conhecida por décadas em países da África Central, ganhou projeção global a partir de 2022, com a disseminação sustentada entre humanos.

Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos. Em seguida, surgem lesões cutâneas características, que evoluem de manchas avermelhadas a vesículas, pústulas e crostas. Essas lesões podem aparecer no rosto, mãos, pés, região genital, perianal e mucosas.

Casos mais graves são raros, mas podem ocorrer principalmente em pessoas com imunidade comprometida.

Como ocorre a transmissão

A transmissão acontece principalmente por contato físico direto com lesões de pele antes da cicatrização completa, podendo ocorrer em contextos sexuais ou não. Também há risco no contato com objetos contaminados, como roupas e toalhas, e com animais silvestres infectados.

O período de incubação varia de poucos dias até cerca de três semanas. A orientação é que a pessoa permaneça isolada até a cicatrização total das lesões, quando o risco de transmissão se encerra.

Diagnóstico, prevenção e vacina

O diagnóstico é confirmado por exames laboratoriais, com coleta de material das lesões para testes moleculares. Não existe tratamento específico contra o vírus; o cuidado é voltado ao alívio dos sintomas e à prevenção de complicações.

Há vacinas disponíveis, indicadas apenas para grupos de risco ou pessoas expostas, como indivíduos imunossuprimidos e profissionais de laboratório.

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