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O que são as tempestades solares, fenômeno que está atingindo a Terra desde o ano passado?

nsctotal.com.br By Agência NSC 2026-02-07 679 words
Um dos principais assuntos do mundo científico e tecnológico nos últimos meses são os fenômenos que chamamos de tempestades solares. O tema ganhou ainda mais destaque nos últimos dias, após a NASA emitir um alerta informando que detectou uma série de explosões violentas na superfície do Sol e que, por alguns dias, nosso planeta seria atingido por esses eventos. Mas, afinal, o que são as tempestades solares?

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De forma resumida, as tempestades solares são ondas magnéticas emitidas pela nossa Estrela-Mãe. Essas ondas, carregadas de plasma e de partículas de energia, surgem das chamadas Emissões de Massa Coronal (CME, na sigla em inglês) que, por sua vez, são causadas por grandes explosões e erupções na superfície solar.

Essas explosões acontecem pela alta atividade magnética na superfície do Sol. E, de tempos em tempos, a nossa estrela passa por ciclos em que essa atividade fica ainda mais intensa – o chamado Máximo Solar – ou Ciclo Solar. Esses períodos duram cerca de 11 anos.

Cada um desses períodos possui um pico de atividade, e estamos enfrentando o "auge" do chamado Ciclo Solar 25. Ou seja, a atividade magnética na superfície da estrela está em escalas extremamente intensas, o que explica a grande frequência de tempestades solares atingindo a Terra desde o segundo semestre do ano passado.

Como essas tempestades chegam na Terra?

Quando as erupções ocorrem na superfície solar, diversas ondas de plasma e de partículas carregadas de energia e magnetismo viajam pelo espaço, levadas pelos chamados ventos solares, que emanam de uma espécie de atmosfera externa do Sol. Como estamos relativamente próximos da estrela, essas ondas encontram a Terra.

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O nosso planeta conta com a magnetosfera, uma espécie de escudo natural, que impede que essas partículas atinjam a nossa superfície. Mas a interação dessas ondas com o campo magnético da Terra pode trazer algumas consequências.

Uma delas acaba se tornando um espetáculo. A interação das partículas de energia vindas do Sol com o nosso campo magnético, resulta em uma série de reações químicas e físicas que acabam gerando efeitos luminosos no céu. As chamadas Auroras – Boreal no Hemisfério Norte e Austral no Sul – são resultado das tempestades solares. Geralmente ocorrem nas cores verde, azul, vermelho ou roxo.

Tempestades Solares podem afetar tecnologias

Mas nem tudo pode ser admirado nesses eventos. A interação das ondas de plasma e energia vindas do Sol com o campo magnético da Terra pode afetar de forma severa algumas tecnologias, especialmente de comunicação. Internet, telefonia e rádio podem ser prejudicados em caso de fenômenos extremos. As redes de distribuição de energia e sistema de GPS e navegação também estão suscetíveis a falhas graves ou até mesmo pane, dependendo da intensidade.

Em episódios ocorridos no final do ano passado, estações de rádios de diversos países ficaram fora do ar por alguns minutos, e também houve falhas em redes de distribuição de energia. Recentemente, alguns data centers e servidores de internet enfrentaram fortes instabilidades, mas ainda não há comprovação de que seja relacionado às tempestades solares registradas.

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Sol no pico de atividade

Como citamos, a nossa estrela está passando pelo auge do chamado Ciclo Solar 25. Ou seja, o Sol está em um pico de atividade, o que significa que as tempestades vão seguir frequentes e intensas e que as tecnologias humanas podem sofrer falhas em alguns períodos nos próximos meses.

Os eventos estão ocorrendo com mais frequência desde o final do ano passado, e os cientistas acreditam que as tempestades solares desse ciclo vão seguir atingindo a Terra até as primeiras semanas de 2027.

As tempestades afetaram o funcionamento de rádios e redes de energia, e também causaram Auroras intensas em diversos pontos do mundo – inclusive no Brasil. Moradores de Alfredo Wagner, na região da Grande Florianópolis, registraram o evento no final de janeiro.

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Alguns dias antes, a cidade de Cambará do Sul, na Serra gaúcha, também foi contemplada com uma Aurora Austral. O fenômeno é extremamente raro no Brasil por conta da localização geográfica distante dos polos.

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