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Pacheco e Lula devem se reunir na próxima semana e encontro pode selar candidatura ao governo

otempo.com.br By Érika Giovannini 2026-02-20 514 words
Encerrado o Carnaval, a política mineira acorda com uma 'ressaca' de decisões pendentes que não podem mais esperar. O tradicional marco de que o país só engrena após a folia parece ter sido levado ao pé da letra pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) nas definições para o seu palanque em Minas.

Segundo interlocutores ouvidos pelo Aparte, Lula pediu uma reunião na próxima semana com os principais atores envolvidos na construção da chapa no estado. Por enquanto, as figuras que compõem a coalizão mineira são o senador Rodrigo Pacheco (MDB), a prefeita de Contagem Marília Campos, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil e o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira. Nome ligado a Pacheco destacou a possibilidade de uma reunião do senador com Lula na próxima semana. Assessoria do senador, porém, negou a existência de um encontro oficial marcado entre ele e o presidente.

Apesar da presidente do PT Minas, a deputada estadual Leninha ter negado que Pacheco teria confirmado candidato ao governo de Minas, outros integrantes da legenda afirmaram que o senador teria sinalizado aceitar a disputa pelo Palácio Tiradentes. O movimento recoloca o presidente do Senado no centro do tabuleiro eleitoral mineiro e pode alterar as articulações que aconteciam até o momento. Isso porque Kalil, que se lançou pré-candidato ao Palácio Tiradentes, poderá migrar para a disputa ao Senado, em composição com o PT.

Na primeira semana de fevereiro, Lupi, o presidente do PDT, agremiação da qual Kalil faz parte, se reuniu com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e postou em seu perfil do Instagram que os petistas vão apoiar a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), nas eleições ao governo de Minas. Poucas horas depois, Kalil teria rebatido, por meio de uma publicação na rede social X declarando que no seu "palanque" subirá quem ele quiser.

Em entrevista ao Café com Política, na última semana, o ex-prefeito declarou que, após o episódio, conversou com Lupi e que a situação foi resolvida, mas manteve sua posição. Acrescentou que ainda não havia definido quem estaria em seu palanque.

Procurado pela coluna, Kalil negou que teria sido convidado para reunião com o presidente ou petistas na próxima semana e confirmou sua candidatura ao Palácio. "Sou candidato pelo PDT ao governo de Minas. O PT que se resolva."

Nos bastidores, porém, interlocutores mencionam a possibilidade de o ex-prefeito disputar o Senado. Se esse cenário vingar, pode esbarrar com uma possível candidatura de Alexandre Silveira, uma outra opção petista para compor as duas vagas à Casa Alta, já que uma foi definida como Marília Campos. Na última semana a prefeita de Contagem foi aprovada em âmbito nacional pela sigla petista para vir candidata ao Senado. Ela já havia sido avalizada pelo Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) da legenda em Minas em semanas anteriores.

Interlocutores ligados a Alexandre Silveira negaram que há uma reunião oficial marcada com Lula, mas declaram que o ministro ainda aguarda uma conversa com o presidente para definir sua pré-candidato a uma cadeira no Senado e que "segue na missão que ele [Lula] definir"

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